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Brasil

A magia de viajar de trem no Brasil

Jornalista viajou do Espírito Santo a Minas Gerais

trem
Locomotiva DASH | Foto: Dagomir Marquezi

Em artigo publicado na Edição 115 da Revista Oeste, o jornalista Dagomir Marquezi descreve a segunda parte de sua viagem de Cariacica, no Espírito Santo, a Timóteo, em Minas Gerais. Todo o trajeto foi realizado de trem na linha ferroviária Estrada de Ferro Vitória a Minas.

“É como sentar ao lado de Harry Potter no Hogwarts Express”, disse Marquezi, ao descrever a experiência. Segundo o jornalista, viajar de trem é retornar à magia que foi roubada de cada brasileiro, devido à extinção das ferrovias. Para Marquezi, andar sob os trilhos também é ter a esperança de que, talvez um dia, “o crime” cometido contra as ferrovias seja revertido.

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A jornada de trem do colunista foi encurtada, devido às intensas chuvas que atingiram as cidades de Timóteo e Belo Horizonte, em Minas Gerais. O grande trem verde e amarelo que antes fazia o trajeto entre a capital do Espírito Santo (Vitória) e Minas Gerais (Belo Horizonte), agora, faz a rota entre Cariacica e Timóteo.

Leia um trecho sobre a viagem de trem

“E, como se a gente estivesse na Suíça, o trem começa sua jornada exatamente na hora prevista — nem um segundo a mais, nem um segundo a menos. Ele é puxado por uma veterana locomotiva GE Dash9 40BBW — um monstro de 4 mil cavalos de força e 192 toneladas made in USA, pintada de rosa, com o número de identificação 1288 sobre os para-brisas. Os carros foram comprados na Romênia há sete anos e mostram suavidade, estabilidade e silêncio quando começam a se mover. São 7 horas de uma manhã de sol e, pelo menos para mim, o Brasil acabou de voltar aos trilhos.

A Estrada de Ferro Vitória a Minas (ou EF-262) começou a nascer em 1904, com uma ligação entre a capital do Espírito Santo e Natividade, com apenas 30 quilômetros de extensão. Transportava café e passageiros. Quatro anos depois, o foco mudou para o transporte de minério de ferro a partir de Itabira. Só em 1994, segundo a Wikipedia, a EFVM atingiu Belo Horizonte. ”

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Revista Oeste

A Edição 115 da Revista Oeste vai além do texto de Dagomir Marquezi. A publicação digital conta com reportagens especiais e artigos de J.R Guzzo, Edilson Salgueiro, Guilherme Fiuza, Rodrigo Constantino, Ana Paula Henkel, Flavio Morgenstern, Loriane Comeli, Alan Ghani, Bruno Meyer, Evaristo de Miranda, Joanna Williams, Debbie Lerman e Bruno Freitas.

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1 comentário
  1. Maurílio Ferreira
    Maurílio Ferreira

    A Wikipédia está errada. Em 1980 era estudante, e fiz uma viagem de trem entre Belo Horizonte e Vitória; quase 24 horas inesquecíveis.

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