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Brasil

Polícia prende 7 suspeitos de fraude contra aposentados em contas do BRB

Investigação revela prejuízo de R$ 5 milhões e descontos sem autorização em 3,5 mil contas

operação BRB aposentados
Polícia cumpre mandados no DF e em Minas Gerais durante operação contra desvio de benefícios de aposentados | Foto: Divulgação/ PCDF

A Polícia Civil do Distrito Federal prendeu sete pessoas na manhã desta terça-feira, 23. O grupo é suspeito de aplicar descontos irregulares em 3,5 mil contas de aposentados do Banco de Brasília (BRB). Os investigadores estimam o prejuízo em R$ 5 milhões.

Os policiais cumpriram os mandados de prisão no Distrito Federal e em Minas Gerais. Três servidores do BRB estão entre os presos na operação. Segundo as investigações, os funcionários realizavam os descontos nas contas dos correntistas sem autorização.

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A Polícia Civil afirmou que o esquema se assemelha ao investigado pela Polícia Federal na Operação Sem Desconto. Aquela ação apurou crimes contra aposentados e pensionistas do INSS entre 2019 e 2024.

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Em Minas Gerais, os agentes realizaram buscas em Belo Horizonte e Igaratinga. No Distrito Federal, os policiais cumpriram as medidas no Plano Piloto, na Asa Sul, na Asa Norte, no Recanto das Emas, em Brazlândia e no Jardim Botânico. A operação mirou também as sedes de associações suspeitas de participação no esquema.

Auditoria no BRB

A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), informou no X que determinou a contratação de uma auditoria externa para apurar as irregularidades. “Determinei, ainda, que a PGR busque meios legais para garantir o ressarcimento dos recursos dos servidores públicos”, escreveu. “O salário, as aposentadorias e pensões dos servidores do GDF são sagrados.”

De acordo com a Polícia Civil, os suspeitos ligavam para os aposentados e criavam transcrições falsas das chamadas para justificar os descontos. As investigações revelam que os envolvidos criavam associações para receber os valores de forma irregular. A polícia identificou as seguintes entidades: Cassisp, SBSP, ASPJUB, Cassispub, Mão Amiga e Cobjud.

Os investigadores estimam que as fraudes ocorrem desde 2024. A Coordenação de Repressão aos Crimes Contra o Consumidor, a Propriedade Imaterial e a Fraudes (Corf) conduz a operação.

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