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Advogada de Deolane é indiciada por se aliar com máfia chinesa para exploração de jogos de azar

Segundo a Polícia Civil, investigação de Adélia Soares não tem relação com operação que prendeu a influenciadora digital

Adélia foi identificada pela polícia como administradora da PlayFlow Processadora de Pagamentos, criada em 11 de julho com documentação irregular na Junta Comercial de São Paulo | Foto: Reprodução/Instagram

A Polícia Civil do Distrito Federal indiciou a advogada Adélia de Jesus Soares, que defende a influenciadora digital Deolane Bezerra, por associação criminosa e crimes de falsidade ideológica. Deolane foi presa por envolvimento em esquemas de lavagem de dinheiro e prática de jogos ilegais, que movimentaram cerca de R$ 2 bilhões.

De acordo com as investigações, Adélia de Jesus Soares, ex-integrante do reality show Big Brother Brasil 2016, se associou a chineses para criar empresas de fachada.

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O esquema permitiu a exploração ilegal de jogos de azar no Brasil, entre eles, o “jogo do tigrinho”. A ação teria movimentado R$ 2,5 bilhões.

A Polícia Civil afirmou, segundo o jornal Folha de S.Paulo, que o caso de Adélia não tem ligação com a operação que prendeu Deolane Bezerra, em Pernambuco.

Envolvimento de advogada de Deolane Bezerra com máfia chinesa

A polícia descobriu o esquema a partir de um golpe contra um morador do Lago Norte, bairro de Brasília. Os agentes chegaram à Okpayments e à Anspacepay, instituições de pagamento que, conforme a investigação, eram controladas por chineses.

Adélia foi identificada pela polícia como administradora da PlayFlow Processadora de Pagamentos, criada em 11 de julho com documentação irregular na Junta Comercial de São Paulo.

Leia também: STJ nega pedido de habeas corpus para Deolane Bezerra

Com sede nas Ilhas Virgens Britânicas, a empresa seria de fachada e ligada à Okpayments. O delegado responsável pelo caso afirma em seu relatório final que, ao tentar compreender o golpe, se deparou com “um verdadeiro encontro fortuito de provas”.

“O que se encontrou foi uma operação gigantesca de exploração ilegal de cassinos on-line, instrumentalizada por um laranjal de empresas interpostas que se utilizam do desregulado setor de instituições de pagamento para fazer fluir o dinheiro ilegal obtido com a contravenção”, concluiu.

De acordo com o relatório, as instituições de pagamento sob investigação funcionavam como “forte canal invisível de canalização dos lucros auferidos com os cassinos ilegais”.

Os chineses teriam enviado emissários para operar cassinos ilegais no Brasil. Eles abriram empresas de fachada no país com a cooptação de pessoas. Adélia era uma delas.

Leia mais: “Familiares de Deolane Bezerra decidem processar o SBT”

Os investigadores afirmam que contas foram abertas para receber dinheiro por meio de transferência via Pix. Os valores eram enviados ao exterior por operações de câmbio fraudulentas.

Os investigadores questionaram a Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) do Ministério da Fazenda sobre as empresas que pediram autorização para atuar com apostas conforme a legislação aprovada pelo Congresso no fim de 2023.

No total, 112 pedidos foram efetivados para garantir a operação legal a partir de 1º de janeiro de 2025.

A investigação concluiu que, mesmo depois da publicação da norma, criminosos mantêm “gigantescas operações ilegais de exploração de jogos de azar”, com “esquemas sofisticados de lavagem de dinheiro”.

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