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Em manifesto, advogados pedem reestruturação da OAB

Profissionais alegam que a instituição viola prerrogativas fundamentais

manifesto oab
A data para o manifesto foi escolhida por causa dos 35 anos da Constituição Federal da República de 1988 | Foto: Conselho Federal da OAB/Divulgação

Um grupo de advogados protestou em frente ao Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), localizado em Brasília, na quinta-feira 5. Eles protocolaram um manifesto favorável à reestruturação da entidade. 

De acordo com os advogados, atualmente há “um afastamento da advocacia dos tribunais”, “violação de prerrogativas”, “ausência de apoio e de transparência na administração das eleições”. Os profissionais acreditam que esses problemas justificariam a reestruturação da OAB.

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A data para o manifesto foi escolhida por causa dos 35 anos da Constituição Federal da República de 1988.

“Entendemos que a maior instituição civil brasileira, com quase 1,3 milhão de inscritos, a OAB, tem o dever de resgatar seu protagonismo e seguir cumprindo com as missões que lhe são atribuídas pela própria Carta Magna, quais sejam: representar a advocacia e executar suas finalidades institucionais e constitucionais”, diz um trecho do documento.

Leia na íntegra o manifesto pela reestruturação da OAB

Protesto reestruturação OAB
Advogados pedem reestruturação da OAB | Foto: Divulgação/OAB

Ao passo em que comemoramos hoje, 5 de outubro de 2023, os 35 anos da Constituição Federal da República de 1988, entendemos que a maior instituição civil brasileira, órgão sui generis no cenário jurídico nacional, com quase 1,3 milhão de inscritos, a Ordem dos Advogados do Brasil, tem o dever de resgatar seu protagonismo e seguir cumprindo com as missões que lhe são atribuídas pela própria Carta Magna, quais sejam: representar a advocacia e executar suas finalidades institucionais e constitucionais.

A Carta Fundamental de 5 de outubro de 1988 representa o contrato social de um empreendimento contínuo, elaborado por mulheres e homens dispostos à construção de uma sociedade livre e igual. Os constituintes, ao disporem sobre o Sistema de Justiça, garantiram à advocacia papel fundamental na consolidação e no aperfeiçoamento da própria democracia e do Estado Democrático e de Direito.

Do preceito constitucional insculpido no artigo 133 da Constituição da República, consta não apenas a indispensabilidade da advocacia para a administração da Justiça, mas também a inviolabilidade dos seus atos e das suas manifestações no exercício da profissão. A advocacia como primeiro juízo da causa, exerce, portanto, papel fundamental e pétrea na medida em que apenas com observância ao devido processo legal, com o irrestrito respeito mútuo e paridade entre todos os atores integrantes do Sistema de Justiça, os valores democráticos prevalecerão.

O afastamento da advocacia dos tribunais, muitas vezes por normas internas ilegais, as violações de prerrogativas que ocorrem diariamente, a ausência de apoio e defesa à jovem advocacia, em especial nas decisões das seccionais, a evidente ausência de transparência na administração das eleições e, por fim, a ausência de independência das subseções, revelam ser indispensável a reestruturação do Sistema OAB.

A Ordem dos Advogados do Brasil deve reassumir o protagonismo que a sociedade e a advocacia brasileira esperam. Para tal finalidade, as transformações devem ser exercidas e aprofundadas, inclusive no Sistema OAB, permitindo-se a inclusão e a efetiva participação de toda a advocacia no debate.

Desse modo, ao celebrar os 35 anos da Constituição da República, o Movimento 162 – ADV manifesta pela obediência intransigente aos comandos constitucionais e à norma legal que rege a classe, exigindo o fiel cumprimento dos objetivos e diretrizes ali expostos, principalmente pelo próprio Sistema OAB e, em especial, no tocante ao apoio, a defesa e a valorização da advocacia, haja vista que sem isso não haverá inclusão e participação daqueles que são, efetivamente, indispensáveis à administração da justiça.

Leia também: “O apelo da OAB e a Moraes”

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4 comentários
  1. Luiz Fernando Paz Machado
    Luiz Fernando Paz Machado

    Comungo integralmente com a manifestação. Está passando da hora de dar um basta neste estado de coisas que se transformou a OAB. A única coisa que funciona na OAB atualmente é sua Tesouraria que jamais esquece de cobrar régiamente a contribuição financeira da classe. Eleições diretas para os representantes nacionais seria um caminho inicial a ser perseguido, maior autonomia das seccionais e cumprimento integral e irrestrito da Constituição Federal que está sendo diuturnamente rasgada por quem deveria protejê-la.

  2. Marco Polo Gerard Bondim
    Marco Polo Gerard Bondim

    A OAB representa os profissionais que acabaram restritos à doutrinação marxista, ao pensamento crítico da Escola de Frankfurt e a Teoria Crítica do Direito que, como fuga de suas próprias limitações cognitiva e experiências, lhes permite avançar sobre qualquer assunto sem a mínima necessidade do conhecimento de fato de suas variáveis e intercorrências; loucura!
    Lamentamos que tenhamos permitido esse absurdo, hoje o Brasil padece desse mal!

  3. Mario Hugo Ladeira Filho
    Mario Hugo Ladeira Filho

    Politica, fica para os partidos políticos.
    Esta instituição faliu e só resta enterra-la.
    Elegem nos estados e a cúpula fica pros companheiros ideológicos.
    E preciso criar o Conselho Federal dos Advogados, para cuidar da classe abandonada pela a turma ideológica.
    Começa pela reforma do Judiciário brasileiro.
    Perguntem ao contribuinte se preferem não ter justiça bem ou mal paga.
    Não tendo justica,que ganhem igual todo o funcionalismo, do Executivo.

  4. Antônio Carlos dos Santos Pereira
    Antônio Carlos dos Santos Pereira

    Já era tempo mesmo de fazer mudanças nesta OAB, cheia de bandidos oportunistas!

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