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Aeronave pousa em rodovia movimentada e levanta debate sobre segurança aérea

Manobra em Santa Catarina não é considerada irregular, mas só deve ocorrer em último caso, segundo especialistas

Avião
A Força Aérea Brasileira (FAB) informa que iniciou os procedimentos de investigação por meio do Seripa | Foto: Reprodução/Flickr

O pouso de um ultraleve em plena BR-101, em Santa Catarina, reacendeu a discussão sobre os riscos de manobras de emergência em rodovias. As normas brasileiras de aviação permitem o procedimento, mas recomendam que o piloto o adote apenas quando não encontra outra opção segura.

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O incidente ocorreu no município de Garuva, na manhã deste último sábado, 5. Um vídeo gravado por um motorista revela o momento em que a aeronave, um Pelican 500 BR, desce entre dois caminhões em meio ao tráfego intenso.

A manobra foi precisa. O piloto conseguiu evitar colisões e conduziu o ultraleve até o acostamento, liberando a pista. Ainda assim, a aeronave ficou a poucos metros de atingir outros veículos.

“Pousar numa rodovia é possível quando um aeródromo ou uma área próxima não está disponível”, disse Roberto Peterka, especialista em segurança de voo. “Lógico que a última opção é numa rodovia com movimento. A responsabilidade é 100% do piloto, o risco é ele quem assume.”

Falta de áreas livres e tipo da aeronave ampliam os riscos

Peterka ressalta que as margens da rodovia estavam cercadas por árvores, o que poderia ter tornado o pouso fora do asfalto ainda mais perigoso. Para ele, a decisão técnica do piloto evitou um acidente de maior gravidade.

Além disso, o especialista recorda que o modelo envolvido no incidente não é um avião de linha regular supervisionado pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Trata-se, entretanto, de uma aeronave experimental, geralmente montada pelo próprio proprietário, o que eleva o grau de responsabilidade do piloto sobre o voo.

A Anac mantém instruções específicas para esse tipo de aeronave. Entre as recomendações está o planejamento de rotas que considerem alternativas para pousos de emergência e a realização de testes mínimos antes de sobrevoar áreas densamente povoadas.

FAB investiga causas da pane e condições da aeronave

A Força Aérea Brasileira (FAB) informa que iniciou os procedimentos de investigação por meio do Seripa V, o Quinto Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos. Os peritos devem analisar a manutenção da aeronave e as circunstâncias que levaram ao pouso forçado.

Segundo a FAB, o relatório final será divulgado assim que os fatores contribuintes forem identificados. O documento será publicado no site oficial do Cenipa e estará disponível ao público.

+ Leia também: “Vídeo: avião faz pouso forçado na Rodovia BR-101, em Santa Catarina”

“A conclusão dessa investigação ocorrerá no menor prazo possível, dependendo sempre da complexidade da ocorrência e, ainda, da necessidade de descobrir os possíveis fatores contribuintes”, comunicou a FAB.  

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1 comentário
  1. Liberta Brasil
    Liberta Brasil

    Se der certo e ele pousa vão dizer que o piloto “usou o tal bom senso” se der errado vão dizer que ele “não usou o tal bom senso” então o tal bom senso não está ligado a execução de uma ação mas sim a sorte de qualquer ação resistir a criticas.

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