Aluna é censurada após rebater professor que chamou Bolsonaro de genocida

Ato ocorreu no Instituto de Educação Estadual de Maringá, localizado no interior paranaense
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Aluna foi censurada durante aula on-line
Aluna foi censurada durante aula on-line | Foto: Reprodução/Pexels

Uma aluna do Instituto de Educação Estadual de Maringá, localizado no interior paranaense, foi censurada em aula on-line de História após questionar o professor. Na ocasião, o docente falava sobre as consequências da pandemia do novo coronavírus na saúde dos brasileiros, culpando o presidente Jair Bolsonaro por suposta demora na aquisição de vacinas. A estudante, então, contrapôs-se aos argumentos do professor, mas teve o microfone desligado.

“Não aceito gente que defende genocida”, disse o docente. A estudante argumentou que a compra de vacinas só poderia ser realizada depois da aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária. O professor contestou, afirmando que a jovem estava disseminando fake news. “Vocês não estão acompanhando o que está acontecendo”, asseverou. “Elas [citando outra aluna que também o questionou] estão com problema em acompanhar os fatos.”

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Em outro trecho da gravação, o professor volta a atacar Bolsonaro. “Nós temos, sim, um presidente negacionista, que anda sem máscara por aí”, acusou. “É uma vergonha sua posição. Você está sendo negacionista”, disse à jovem. Um aluno defendeu o direito de livre expressão das meninas, enquanto outro tentou conter o ânimo do docente.

Aula de iluminismo e liberalismo é desvirtuada

Segundo a mãe da estudante, a gravação começou a ser realizada após o professor usar a aula, originalmente dedicada aos conceitos relacionados ao iluminismo e ao liberalismo, para fazer comentários sobre política. Para a mãe da aluna, o docente serviu-se do espaço privilegiado a fim de promover suas preferências ideológicas. “Um professor tem de ensinar a pensar, mostrar todos os lados”, afirmou. “E ele trouxe uma opinião político-partidária pronta e a impôs aos alunos como se fosse uma verdade. Isso não pode ser considerado uma aula.”

Após o episódio, ocorrido em 16 de junho, a estudante teve de mudar de turma devido à hostilidade de alunos que deram razão ao professor.

Leia também: “Ben Shapiro e a doutrinação nas universidades”

Instituto de Educação Estadual de Maringá

Na última quinta-feira, 24, o Instituto de Educação Estadual de Maringá publicou uma nota de repúdio nas mídias sociais, posicionando-se “contra qualquer forma de doutrinação ou prática que exponha qualquer membro da comunidade escolar em situação de constrangimento”.

O diretor do colégio, Carlos Castilho Junior, disse ter tomado as providências necessárias. “Orientamos o professor sobre o Estatuto do Magistério, de 1971, e desaprovamos a postura dele”, afirmou. “Ele reconheceu que não foi feliz em expressar-se daquela forma e ofereceu-se para conversar com a família.”

Com informações do jornal Gazeta do Povo

Leia também: “A formação que deforma”, reportagem de Branca Nunes publicada na Edição 37 da Revista Oeste

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21 comentários

    1. Não tem conversa com a família. Ele precisa ser demitido. Neste caso foi denunciado, mas já doutrinou outros tantos alunos que passaram por suas mãos, inclusive a postura dos outros alunos em relação a menina é prova disso.

      1. Isso é o menor dos problemas, tem professor de matemática que é obrigado a dar aula de diversidade sexual, em SP. A doutrinação começou a muito tempo e está bem enraizada e estabelecida, vai precisar de muito trabalho para tirar esses “professores” desgraçados das vidas de nossas famílias.

  1. Muito triste ver professores com uma formação intelectual deficitária, ministrando aulas carregadas de ideologia barata (com argumentação rasa )de esquerda.
    Uma aula de História que poderia ser brilhante sobre o Iluminismo, trazendo para a realidade atual debates produtivos sobre Liberalismo e o Socialismo , reduzidos a falar mal do Presidente sem base Histórica e Científica ( Ciência de verdade).
    Carregado de preconceito e autoritarismo, usando de seu poder para censurar uma jovem, que esta na verdade promovendo o debate em sala de aula.
    Triste para a Educação Brasileira e triste para o colégio onde esse professor trabalha.

  2. Seria muito importante uma discussão técnica razoável sobre conceitos equivocados utilizados por aí. Um dos exemplos é o conceito de genocídio. O professor poderia usar o espaço para falar sobre o conceito utilizado por dicionários nacionais e internacionais. Além disto deveria falar sobre o genocídio nazista e comunista. Parece que este é outro assunto que não interessa a ninguém, como aquele da denúncia de que estão boicotando a vacina nacional…

  3. Primeiro que genocida são os governos ditatoriais comunistas, comprovadamente!!
    Segundo que o verdadeiro genocida não tem um dos dedos da mão, roubou bilhões e bilhões que poderiam ter sido investidos na saúde, segurança, utilizado no combate a fome, ninguém aguenta mais estes seres hipócritas. Escola sem partido é essencial eu não vou admitir um verme destes tentando doutrinar meu filho, são uns inúteis, ativistas despreparados, aula que é bom a maioria ai não sabe dar.

  4. Infelizmente, estes militantes de esquerda estão entranhados em todos os setores. Não passam de gente capazes de disseminar o seu ódio interior, para os que estão ao seu redor. Agora imagine uma coisa desta; consentir a permanência deste cidadão na escola fazendo o que sempre fez, pois até pouco tempo, este fato, era frequente em locais de ensino! Em diversas ocasiões, via-se cenas do tipo quando um aluno ou até algum professor adentrasse na escola, trajando uma simples menção favorável ao Brasil, era hostilizado de forma selvagem por alunos que já haviam tido a cabeça feita por estes péssimos profissionais. O que o Instituto deveria fazer, era demiti-lo sob grande demonstração de repudio e contando com a presença de todos os alunos e os pais que quisessem participar deste momento.

  5. Atitude errada do colega! É necessário o respeito às opiniões contrárias. Péssimo exemplo. Uma pena, isso só apequena nossa democracia.

  6. É lamentável o que está acontecendo, esses militontos estão destruindo a nossa juventude, essa doutrinação precisa acabar. Os pais precisam ficar atentos ao que está acontecendo e conversarem com seus filhos.

  7. teve vários idiotas que falaram que “não se faz um copa/olímpiadas com hospitais”

    só isso basta para ver que o “pofeçor” não sabe o que é genocídio ou, ao menos, péssimos interesses ao invés de tratar do essencial, a saúde do povo.

  8. Ele deveria ter vergonha.
    Que péssimo exemplo para um professos. Professor, não. Projeto de ditador: se um aluno se expressa de forma contrária a suas preferências, tira-lhe a palavra,pronto. Esses são os professores que dizem querer formar cidadãos críticos!

  9. Deveria ter sido demitido. As leis existem no país, mas, são ignoradas. Inclusive no estatuto do funcionalismo público. Vergonha desse Brasil de hoje.

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