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Brasil

Alvo da Polícia Federal recebeu R$ 120 mi da Marinha desde 2011

Sócio da empresa Transuniversal Pinturas e Anticorrosão, André Martinez é suspeito de pagar propina a militares

Vista aérea da Base Naval da Marinha, na ilha Mocanguê, em Niterói (RJ)
Vista aérea da Base Naval da Marinha, na ilha Mocanguê, em Niterói (RJ) | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

A Transuniversal Pinturas e Anticorrosão, sediada em Niterói, recebeu aproximadamente R$ 120 milhões da Marinha do Brasil desde 2011. O sócio da empresa André Martinez foi flagrado pela Polícia Federal (PF) em outubro de 2024 realizando um saque de R$ 345 mil no Banco do Brasil, localizado na Base Naval da Marinha na ilha Mocanguê, em Niterói (RJ).

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A investigação começou depois de uma denúncia anônima que indicou que o dinheiro sacado naquele dia seria usado para pagamento de propina a algum integrante do Comando da Marinha, a fim de que este praticasse ato de ofício.

Depois de reunir informações e ouvir André Martinez, a Polícia Federal encaminhou o caso para o Ministério Público Militar. O órgão considera que há suspeita de envolvimento de militares, o que requer apuração na esfera militar.

Contratos da Transuniversal com a Marinha

Logo da empresa Transuniversal Pinturas e Anticorrosão
Logo da empresa Transuniversal Pinturas e Anticorrosão | Foto: Reprodução/Internet

A Transuniversal possui vários contratos no Ministério da Defesa, principalmente com o Comando da Marinha, além de acordos com o Arsenal da Marinha e a Empresa Gerencial de Projetos Navais (Emgepron).

Atualmente, dois contratos permanecem vigentes: um de R$ 8,4 milhões e outro de R$ 370 mil, ambos com a Marinha. Segundo dados do Portal da Transparência do governo federal, esses contratos incluem serviços como tratamento, limpeza e preparação de superfícies metálicas e hidrojateamento de alta pressão em embarcações da Base Naval do Rio de Janeiro.

Leia mais: “Propriedade violada”, reportagem de Anderson Scardoelli e Isabela Jordão publicada na Edição 252 da Revista Oeste

Em nota oficia, a Marinha do Brasil afirmou que não comentará o caso. Apesar disso, “reitera seu compromisso com a sociedade brasileira e reafirma que pauta sua conduta pela fiel observância da legislação, valores éticos e transparência”.

Defesa de André Martinez

André Martinez defendeu-se. Ao portal Metrópoles, afirmou que os saques de grandes quantias destinam-se ao pagamento de funcionários sem conta bancária. Alegou, ainda, que enviou documentos que comprovam que essa prática é comum na empresa, por meio de seu advogado.

Leia também: “O Brasil se tornou uma armadilha aos investidores”, reportagem de Carlo Cauti publicada na Edição 251 da Revista Oeste

Martinez enfatizou que nunca realizou qualquer tipo de pagamento indevido a militares e que a Transuniversal sempre obteve contratos por meio de licitações públicas. Dessa forma, a empresa cumpriria as normas que a legislação brasileira estabelece.

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