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Anac notifica companhia aérea Gol após morte de cão em avião

Agência abriu um processo administrativo para investigar os motivos que levaram Joca à óbito

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O engenheiro João Fantazzini recebeu seu cachorro, Joca, morto no Aeroporto de Guarulhos | Foto: Reprodução/Redes Sociais

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) notificou a Gol Linhas Aéreas para que a empresa explique os motivos que levaram à morte do cão Juca, da raça golden retriever de 5 anos, na última segunda-feira 22. O animal saiu do Aeroporto de Guarulhos (SP) com destino a Sinop (MT), mas por engano foi levado para o Aeroporto de Fortaleza (CE).

“A Anac solicitou à Gol, entre outras informações, detalhes sobre as condições de transporte do animal”, afirmou a agência em nota sobre a morte do cão. “O seu envio para localidade diversa da contratada e as condições para a prestação desse tipo de serviço. O objetivo é abrir processo de fiscalização conforme as constatações apuradas.”

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Segundo a agência, o processo contra a Gol foi aberto depois de reunião entre o diretor-presidente Tiago Pereira, e o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, na noite de terça-feira 23, para falar da morte do cão. A Anac ainda disse lamentar a morte do cachorro Juca e que “solidariza-se com o tutor do animal”, o engenheiro João Fantazzini.

Em nota, a Gol confirmou ter recebido a notificação da Anac e do Ministério de Portos e Aeroportos. Declarou que “responderá aos órgãos oficiais dentro do prazo estipulado.”

Leia também: “Companhia aérea Gol erra destino, e cachorro morre dentro de avião”

Morte de Joca

Na segunda-feira 22, Joca deveria ter sido levado do Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, para Sinop (MT), mas foi colocado em um avião que embarcou para Fortaleza (CE). 

Depois de identificada a falha pela companhia aérea, o animal foi mandado de volta para São Paulo. Quando o seu tutor, o engenheiro João Fantazzini, chegou para encontrá-lo, mas Joca já estava morto. 

Leia também: “Deputado do União se reúne com ministro de Lula após morte de cão em avião”

Segundo o tutor, o veterinário tinha dado um atestado indicando que o cachorro suportaria uma viagem de duas horas e meia. Entretanto, com o erro, ficou quase oito horas no avião. 

“O meu amor foi assassinado, minha melhor escolha, o amor da minha vida”, escreveu João nas redes sociais. “Você foi muito novo! Eu me lembro do dia que eu te peguei e a nossa conexão foi momentânea! Meu filho, me perdoa por ter sido egoísta de querer você ao meu lado! Você é o amor da minha vida para sempre! Minha saudade vai ser diária.”

Gol diz ‘oferecer suporte’

Em nota, a companhia Gol disse se solidarizar com “o sofrimento do tutor do Joca e de sua família. Entendemos a sua dor e lamentamos profundamente pela perda do seu animal de estimação.” Afirmou que houve uma “falha operacional” e que, por isso, o cão acabou seguindo viagem para o destino errado, e não para Sinop (MT). 

“Assim que o tutor chegou em Sinop, foi notificado sobre o ocorrido e sua escolha foi voltar para Guarulhos para reencontrar o seu animal de estimação”, disse. “A equipe da Gollog na capital cearense desembarcou o cão e se encarregou de cuidar dele até o embarque de volta para Guarulhos.”

A companhia aérea relatou que João Fantazzini recebeu registros do animal sendo acomodado na aeronave que o levaria de volta para São Paulo. “Infelizmente, logo após o pouso do voo no aeroporto de Guarulhos, vindo de Fortaleza, fomos surpreendidos pelo falecimento do cão.”

“A Companhia está oferecendo desde o primeiro momento todo o suporte necessário ao tutor e sua família. A apuração dos detalhes do ocorrido está sendo conduzida com total prioridade pelo nosso time”, afirmou a Gol em nota.

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2 comentários
  1. Uncle Sam
    Uncle Sam

    Só o mesmo serviço lixo de sempre, com a diferença que trataram uma carga viva, como se fosse uma mala comum.
    Quando moramos sozinhos e sem filhos, o nosso animal de estimação é um membro querido da família. O mínimo que esse cliente merece é uma indenização.

  2. Leandro Guimarães Faria Corcete Dutra
    Leandro Guimarães Faria Corcete Dutra

    ‘a óbito’, não ‘à óbito’.

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