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Anvisa aprova novo medicamento para tratamento da covid-19

A recomendação do órgão é indicada para pacientes em estado grave

tratamento covid-19
Segundo a agência, os suplementos não têm registro no Sistema Nacional de Vigilância Sanitária | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o uso do medicamento Decadron (fosfato dissódico de dexametasona) para tratamento da covid-19. A medida foi publicada no Diário Oficial da União na sexta-feira 16.

A nova indicação aprovada é para o tratamento de pacientes em estado grave, com saturação de oxigênio menor que 90% em ar ambiente ou que apresentem sinais de pneumonia, desconforto respiratório grave ou crítico.

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Testes com o Decadron revelaram que o uso do medicamento reduz em 20% o risco de morte para pacientes com suporte de oxigênio, além de redução de mais de 30% em pacientes que necessitam de ventilação mecânica.

A inclusão de nova indicação do medicamento foi baseada nas recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS), publicadas no documento Therapeutics and Covid-19: Living Guideline, e nas manifestações de autoridades reguladoras estrangeiras equivalentes, em especial, a Agência Europeia de Medicamentos.

Em nota, a Anvisa ressaltou que nenhum medicamento substitui as vacinas aprovadas pelo órgão.

Indicação médica

A dexametasona é um medicamento antigo, cuja aprovação para uso clínico se deu na década de 1960. Sua utilização é direcionada ao tratamento de infecções respiratórias, problemas reumáticos inflamatórios e alergias.

No caso da covid-19, a medicação é recomendada para indivíduos em estado avançado da doença. Médicos elogiaram a iniciativa da Anvisa, por trazer maior segurança jurídica aos profissionais da saúde para conduzir o tratamento de pessoas infectadas.

“A aprovação da Anvisa é importante, porque tira dos médicos a ‘sombra’ do uso da dexametasona fora da bula e tem uma indicação específica, que são nos casos em que os pacientes estejam com saturação abaixo de 90% e frequência respiratória maior do que 30 respirações por minuto”, explicou o médico Walter Nóbrega, em entrevista a Oeste.

A Anvisa salientou que o medicamento tem de ser ministrado em sua forma injetável e em ambiente hospitalar.

Leia também: “A solução que venceu a ideologia”, reportagem publicada na Edição 2 da Revista Oeste

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