Jô Soares morre, aos 84 anos

O apresentador estava internado desde o dia 28 de julho
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José Eugênio Soares nasceu em 1º de janeiro de 1938, no Rio de Janeiro
José Eugênio Soares nasceu em 1º de janeiro de 1938, no Rio de Janeiro | Foto: Reprodução/Flickr

Morreu, na madrugada desta sexta-feira, 5, aos 84 anos, o apresentador, ator, escritor, diretor e humorista Jô Soares. Ele estava internado no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, desde o dia 28 de julho, para tratar uma pneumonia. A informação foi confirmada por sua ex-mulher Flavia Pedras nas redes sociais.

“Viva você, meu Bitiko, Bolota, Miudeza, Bichinho, Porcaria, Gorducho. Você é orgulho pra todo mundo que compartilhou de alguma forma a vida com você. Agradeço aos senhores Tempo e Espaço, por terem me dado a sorte de deixar nossas vidas se cruzarem. Obrigada pelas risadas de dar asma, por nossas casas do meu jeito, pelas viagens aos lugares mais chiques e mais mequetrefes, pela quantidade de filmes, que você achava uma sorte eu não lembrar pra ver de novo, e pela quantidade indecente de sorvete que a gente tomou assistindo”, escreveu ela.

José Eugênio Soares nasceu em 1º de janeiro de 1938, no Rio de Janeiro. Trabalhou nas emissoras Continental, TV Rio, Tupi, Excelsior, Record, SBT e na Globo.

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Em todas as suas inúmeras atividades artísticas, Jô Soares teve o humor como marca registrada. Foi seu ponto de partida e sua assinatura no teatro, na TV, no cinema, nas artes plásticas e na literatura.

Em 1987, Jô Soares comandou o programa Jô Soares Onze e Meia, exibido pelo SBT, rendendo mais de 6 mil entrevistas. Ele retornou à Globo em 2000, quando estreou o Programa do Jô.

Jô Soares também atuou com destaque na imprensa e foi um autor best-seller. Nos anos 1980, escreveu com regularidade nos jornais O Globo e Folha de S.Paulo e para a revista Manchete. Entre 1989 e 1996, assinou uma coluna na Veja. Também escreveu cinco livros, sendo quatro romances.

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16 comentários Ver comentários

    1. Que comentário inconveniente. Primeiro por comparar pessoas incomparáveis e segundo por não perceber que esses nomes todos e outros tantos da boa época do humor brasileiro se complementavam. Talvez você esteja usando como critério a quantidade de risadas que você dava com um outro. Mas, se for isso, você deveria entender que há vários tipos de humor. O Jo Soares foi um grande humorista e fazia parte, com honras, desse time que nos deu tantas alegrias por muitos anos e que nos faziam esquecer um pouco das agruras e dificuldades da vida. E, finalmente, pela falta de respeito e consideração para com o grande Jo Soares. Você perdeu uma excelente oportunidade de ficar calado.

  1. Que saudades dos tempos em que podia-se rir de um tudo, sem medo dos canceladores, dos checadores. Chega a ser emblemático que o Jô esteja indo embora num momento em que todo um mundo também esteja morrendo, infelizmente.
    Eu sempre me lembrarei de um epitáfio que ele escreveu para si mesmo: Aqui jaz, enfim magro. Hoje em dia ele teria sido cancelado por gordofobia, entre outras acusações estúpidas e sem sentido.

  2. Bons tempos, os do politicamente incorreto! Produziram gênios como Jô Soares, Casseta & Planeta, Chico Anísio, Ronald Golias, Costinha e tantos outros. O politicamente correto só produz mediocridades.

  3. Não obstante minha discordância com a sua atitude arrogante em relação aos entrevistados que recebia, sua morte é, sim, uma perda para o humorismo brasileiro.

    De qualquer forma, vivemos tempos sombrios onde qualquer piada é crime; então ele deve ter partido no momento certo.

  4. Uma grande perda. O Brasil fica menos inteligente. Sempre o adorei como humorista. Como apresentador, tinha minhas ressalvas, tanto que parei de assisti-lo. Mas o admirava muito. Divergir não implica em ser injusto ou mesquinho.
    Feliz vida nova, grande Jô!

    1. O políticamente correto não só traz mediocridade,traz avanços,inovações, veja que a Magazine Luiza se reatualiza ,traz de volta o passado quando se propõe a emitir carnezinhos

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