Mesmo com programas do governo, apenas 14% dos micro e pequenos empresários conseguiram empréstimos; Bolsonaro liberou crédito para garantir operações

Um levantamento do Sebrae, apontou que apenas 14% dos micro e pequenos empresários que buscaram empréstimos durante a pandemia do novo coronavírus tiveram seus pedidos aprovados pelas instituições financeiras. De acordo com o levantamento, estas empresas respondem por 55% dos empregos formais do país.
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A pesquisa mostrou que 59% dos 17,2 milhões dos pequenos empresários brasileiros vão precisar de crédito para conseguir manter seus negócios funcionando depois da covid-19. Isso porque 44% desses negócios precisaram fechar as portas diante das medidas de distanciamento social. O faturamento dos pequenos negócios caiu em média 60% nesse período.
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Entre os maiores empecilhos para a concessão de crédito aos pequenos, estava a necessidade de garantia exigida pela instituições bancárias. Além disso, 20% dos empresários já tinham dívidas com os financiadores.
Para tentar amenizar os impactos, o presidente Jair Bolsonaro publicou nesta quarta, 27, uma Medida Provisória que libera 15,9 bilhões para o Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe). Os recursos irão para o Fundo Garantidor de Operações (FGO).
Com o Pronampe, cada empréstimo terá a garantia, pela União, de 85% dos recursos. Todas as instituições financeiras públicas e privadas autorizadas a funcionar pelo Banco Central (BC) poderão operar a linha de crédito.
Financiamento de salários
Paralelo aos empréstimos para manter os negócios, o governo federal lançou uma linha de crédito para financiar os salários dos funcionários das micro e pequenas empresas. De acordo com o levantamento feito pela Oeste junto ao Banco Central, esta linha já atingiu 78,2 mil empresas.
O valor financiado passou dos R$ 1,9 bilhões e garantiu o emprego de quase 1,3 milhão de pessoas. São Paulo é o estado que mais se beneficiou do programa, onde 31.894 empresas já foram atendidas.
No entanto, o volume contratado ainda está bem abaixo do orçamento. Quando anunciou a linha, batizada de Pese, o BC informou que o programa com um orçamento previsto de R$ 40 bilhões deveria beneficiar 1,4 milhão de empresas e um total de 12,2 milhões de trabalhadores. Do total, 85% dos recursos vêm do Tesouro Nacional e o restante dos bancos repassadores.
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