publicidade
Coronavírus — Brasil, Brasil, Economia

Bolsonaro diz que vetará auxílio maior que R$ 300

De acordo com o presidente, prorrogação do benefício com valor de R$ 600 causaria um impacto de R$ 100 bilhões aos cofres

auxílio emergencial, coronavoucher, pesquisa, datafolha, nordeste
Brasileiros usaram o auxílio emergencial para comprar comida | Foto: Divulgação

Presidente afirmou que pretende pagar mais duas parcelas do auxílio emergencial, porém com parcelas de até R$ 300

Auxílio R$ 300
Auxílio foi o que mais recebeu recursos| Foto: Marcelo Casal Jr. /Ag. Brasil

O presidente Jair Bolsonaro afirmou que pretende vetar a prorrogação do auxílio emergencial se o Congresso decidir pela manutenção do valor atual, de R$ 600. Em princípio, o Ministério da Economia pretende pagar duas parcelas adicionais, no valor de R$ 300 cada.

Receba nossas atualizações

Como Oeste mostrou, o governo já investiu cerca de R$ 300 bilhões via Medida Provisórias em ações de combate à covid-19. No entanto, somente o pagamento do auxílio já comprometeu mais de R$ 120 bilhões. Apesar disso, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), já sinalizou que pretende manter o benefício com parcelas de R$ 600.

“Na Câmara por exemplo, vamos supor que chegue uma proposta de duas [parcelas] de R$ 300. Se a Câmara quiser passar para R$ 400, R$ 500, ou voltar para R$ 600, qual vai ser a decisão minha? Para que o Brasil não quebre? Se pagar mais duas de R$ 600, vamos ter uma dívida cada vez mais impagável. É o veto”, declarou Jair Bolsonaro.

Impacto

Segundo o presidente, o pagamento de duas parcelas de R$ 600 a quem já recebe o auxílio geraria um impacto adicional de R$ 100 bilhões nas contas públicas. O que, diz Bolsonaro, atrapalharia na gestão da dívida pública e da taxa básica de juros da economia (taxa Selic).

“Se nós não tivermos cuidado, a Selic pode subir, volta a ser o paraíso dos rentistas, o Brasil, o que a gente chama de agiotagem legalizada. A juros sobe, e cada vez mais o que nós produzirmos de riqueza vai pra pagar juros da dívida. Ou seja, e a desgraça vem aí. Se o Brasil quebrar, pessoal, não tem pra ninguém. Não tem pra ninguém”, declarou.

 

Leia mais sobre:

0 comentários
Nenhum comentário para este artigo, seja o primeiro.
Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade