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Brasil

'Menos liberdade': Bolsonaro critica mudança em regra do trabalho aos domingos e feriados

Regra de 2021, feita durante seu governo, foi revogada por outra portaria do Ministério do Trabalho

Bolsonaro trabalho domingos feriados
Bolsonaro vê a mudança como aumento de poder para sindicalistas e redução da liberdade do trabalhador | Foto: Reprodução/Instagram/@jairmessiasbolsonaro

O ex-presidente da República Jair Bolsonaro criticou, nesta quarta-feira, 15, a portaria que alterou a regra para o expediente no setor de comércio. Os comentários foram feitos em seu perfil no Twitter/X.

Bolsonaro recorda que a mudança acontece pouco tempo depois de “a cobrança sindical retornar a ser praticamente obrigatória”. Ele se refere à volta da contribuição assistencial, também conhecida como “imposto sindical”.

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“Menos liberdade na relação entre patrão e empregado e mais poderes a sindicatos.”

Como era

A portaria anterior, de 2021, liberava sem restrição e de forma permanente o trabalho em feriados e aos domingos. Entre mais de 70 categorias, ela contemplatava setores como supermercados, hipermercados e feiras livres.

Não era necessário haver documento entre empregadores e empregados tratando do trabalho, ou entre a empresa e o sindicato da categoria. Bastava apenas convocação ou comunicado do empregador ao trabalhador.

A empresa apenas deveria cumprir o que determina a legislação trabalhista sobre o pagamento de horas extras e férias. O trabalho assalariado no Brasil é regido pela Consolidação das Leis de Trabalho (CLT).

O que mudou

Com as novas normas, o comércio terá mais dificuldade para contar com funcionários aos domingos e feriados. Os trabalhadores do setor passam a seguir a convenção coletiva, e não o acordo coletivo.

A diferença entre eles é que o acordo se dá entre o sindicato e uma determinada empresa. Por sua vez, a convenção envolve toda a categoria profissional.

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Entre as regras previstas, está a compensação pelo trabalho no feriado, com folgas e/ou pagamento de horas extras. Há casos que a convenção pode prever outros benefícios, como adicionais, bonificações ou premiações.

Lula Luiz Marinho
Para a Associação Brasileira de Supermercados, a nova regra assinada pelo ministro do Trabalho, Luiz Marinho, é um retrocesso ao setor, que emprega 3,2 milhões de pessoas no país | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Associação Brasileira de Supermercados (Abras) também criticou a decisão do governo. Em nota, a definiu como “um cerco à manutenção e criação de empregos, o que representa o maior desafio do século na geração de renda e valor para a sociedade brasileira”.

Para a entidade, a medida é um retrocesso para um setor que emprega 3,2 milhões de pessoas no país. Além disso, é responsável por atender 28 milhões de consumidores todos os dias.

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3 comentários
  1. Fabio
    Fabio

    É muito simples fazermos nosso trabalho cidadão: todo nós temos em nossa rede de relacionamento pessoas que trabalham no comércio. Perguntemos a eles daqui a um ano se melhorou ou piorou! Na minha opinião, piorará, pois os interesses dos sindicatos não são, necessariamente, os mesmos que os pagadores de impostos associados ou não a eles.

  2. ELIAS
    ELIAS

    Nada de novo. O PT sendo o PT, partido supostamente de trabalhadores mas que opera para aumentar o desemprego. Na sua sanha arrecadatória deverá propor mais impostos para o trabalho dominical o que dá no mesmo, provoca diminuição da oferta de emprego.

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