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Em 2025, o Brasil registrou 1.571 feminicídios, o maior número da série histórica e um aumento de 4% em relação a 2024, conforme o Anuário Brasileiro de Segurança Pública. Apesar do governo Lula da Silva afirmar que prioriza a proteção das mulheres, os dados indicam um crescimento contínuo desse tipo de crime, enquanto a violência letal geral caiu 8,2%. O relatório também apontou 4.189 tentativas de feminicídio e 70 mulheres assassinadas com medidas protetivas ativas, evidenciando a fragilidade da rede de proteção.
O Brasil registrou 1.571 vítimas de feminicídio em 2025, o maior número da série histórica e o quarto recorde consecutivo do indicador. O resultado representa alta de 4% em relação a 2024 e corresponde a uma taxa de 1,4 feminicídio para cada 100 mil mulheres, conforme o Anuário Brasileiro de Segurança Pública.
O resultado impõe um contraste direto com o discurso do governo de Lula da Silva, que costuma apresentar a proteção e o combate à violência contra a mulher como prioridades de sua agenda. Na prática, porém, os dados mostram que o número de feminicídios cresce pelo quarto ano seguido, enquanto a estrutura estatal não consegue impedir que muitas situações terminem em assassinato.
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Brasil retrata fenômeno na violência
O cenário chama ainda mais atenção porque o crescimento dos feminicídios ocorreu em um ano de queda generalizada da violência letal. Em 2025, o país registrou 40.775 mortes violentas intencionais, uma redução de 8,2% em relação ao ano anterior e a menor taxa da série histórica, com 19,1 mortes por 100 mil habitantes. Os feminicídios estiveram entre as únicas modalidades que cresceram no período.
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O Anuário também registrou 4.189 tentativas de feminicídio em 2025, alta de 5,9% em relação a 2024. Isso significa que, para cada feminicídio consumado, houve 2,7 tentativas de assassinato. Os números reforçam que milhares de mulheres permanecem expostas a situações de risco que, em muitos casos, já eram conhecidas pelas autoridades.
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Outro dado evidencia a fragilidade da rede de proteção. Entre as unidades da Federação que informaram os dados, 70 mulheres foram assassinadas mesmo tendo uma medida protetiva de urgência ativa — uma em cada nove vítimas. Ao mesmo tempo, o país registrou 132.025 casos de descumprimento de medidas protetivas, alta de 16,7% em relação ao ano anterior.
O perfil das vítimas também revela a dimensão do problema. Mulheres negras representaram 65,1% das vítimas, enquanto 56,5% tinham entre 25 e 44 anos. Em 62,5% dos casos, o assassinato ocorreu dentro da própria residência.

Quando a autoria foi identificada, 96,4% dos crimes foram cometidos por homens; em 60,9% dos casos, o autor era o parceiro íntimo da vítima, e em 18,9%, um ex-parceiro.
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