O Brasil abriga pouco mais de 2 milhões de imigrantes. O dado consta no 12º Relatório Anual do Observatório das Migrações Internacionais (OBMigra), divulgado nesta quinta-feira, 30, pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). O grupo reúne residentes, temporários, refugiados e solicitantes de refúgio de aproximadamente 200 nacionalidades.
Cerca de 414 mil migrantes possuem emprego formal no país. A Região Sul concentra 56,2% desse contingente, com destaque para o setor agroindustrial. O Paraná lidera a revalidação de diplomas estrangeiros.
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Seis ministérios elaboraram o relatório: Relações Exteriores, Desenvolvimento Social, Direitos Humanos e Cidadania, Trabalho, Saúde e Educação. O Instituto Brasileiro de Geografia a Estatística e a Universidade de Brasília também contribuíram com a pesquisa.
Políticas públicas para imigrantes
O documento analisa a implementação da Política Nacional de Migrações, Refúgio e Apatridia. São Paulo (SP) e Campo Grande (MS) lideram a oferta de abrigos, conselhos e capacitação. Além disso, o estudo busca apoiar a formulação de ações governamentais para essa população.
A falta de estrutura institucional e as barreiras linguísticas são os principais desafios. Menos de 5% dos municípios possuem acordos formais de atendimento. Apenas 1,4% das cidades oferecem serviços em outros idiomas. Na educação, as matrículas de imigrantes na rede básica cresceram 437% entre 2010 e 2024.

O fluxo de venezuelanos gera incerteza e pressão sobre o Estado de Roraima. Entre os haitianos, a tendência indica estabilização e foco na reunificação familiar. A imigração cubana cresce no Norte, Sul e Sudeste, enquanto o fluxo de angolanos aumentou desde 2021.
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