publicidade
Brasil

Brasil cria maior parque marinho do país

Unidade de conservação no Rio Grande do Sul quer proteger espécies em meio a debates entre ambientalistas e setor pesqueiro

Parque Marinho do Albardão, no Rio Grande do Sul | Foto: Divulgação/Nema-RS
Parque Marinho do Albardão, no Rio Grande do Sul | Foto: Divulgação/Nema-RS

Uma área equivalente a 1 milhão de campos de futebol, ao longo de 160 quilômetros de litoral no Rio Grande do Sul, foi transformada em parque marinho para proteger baleias, tubarões e espécies ameaçadas de extinção, como a toninha. O Parque Nacional do Albardão, criado no último dia 6, tem 1.001.480 hectares.

A nova unidade é quase cem vezes maior que o parque marinho de Fernando de Noronha, 73 vezes o das Ilhas dos Currais e 11 vezes o de Abrolhos — os três parques marinhos já existentes no país. Segundo pesquisadores, a área é estratégica para a preservação de espécies ameaçadas e para a recuperação de estoques pesqueiros afetados pela pesca industrial.

Receba nossas atualizações

Parque: interesses e divergências

A criação do parque, no entanto, enfrenta resistência local. Moradores e representantes do setor pesqueiro avaliam os possíveis impactos negativos na economia da região. Um projeto apresentado na Câmara dos Deputados tenta derrubar o decreto, sob o argumento de falta de debate prévio e possíveis prejuízos à população.

O sindicato que representa pescadores da Região Sul afirma que a medida pode afetar a atividade pesqueira nacional sem garantir proteção efetiva, já que a área permaneceria vulnerável à atuação de embarcações estrangeiras. 

Já o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) sustenta que a criação foi precedida de audiências públicas e que o modelo de parque nacional prevê uso indireto dos recursos naturais, como ecoturismo e visitação.

Para o pesquisador Eduardo Secchi, do Instituto de Oceanografia da Universidade Federal do Rio Grande (Furg), a unidade é fundamental para conter a pesca industrial predatória. Segundo ele, em reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, a atividade provoca a morte de 2 mil a 4 mil toninhas por ano, colocando a espécie em risco de extinção. “A espécie é a única representante viva da família Pontoporiidae. A extinção da toninha representaria o fim de uma linhagem evolutiva.”

Leia mais notícias de Brasil na Oeste

Leia mais sobre:

0 comentários
Nenhum comentário para este artigo, seja o primeiro.
Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade