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Brasil registra mais de 4 mil focos de incêndio em maio

Cerrado é o bioma mais afetado, com 2.527 registros e 59,3% dos focos, seguido da Amazônia, com 836 casos e 19,6% do total nacional

Foco de incêndio em bioma brasileiro
Foco de incêndio em bioma brasileiro | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

No mês de maio de 2025, o Brasil registrou 4.263 focos de incêndio, conforme dados do levantamento do sistema BDQueimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Em comparação com o mesmo mês do ano passado, o número representa uma queda de 32,6%, já que maio de 2024 teve 6.324 ocorrências.

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O cerrado seguiu como a região mais impactada, a qual responde por 59,3% dos focos, com 2.527 registros. A pesquisa ainda mostra que o Tocantins liderou o quesito entre os Estados. Foram 1.062 notificações em maio, seguido por Mato Grosso, com 816, e Maranhão, com 455.

Impacto do incêndio nos principais biomas

Comparação mês a mês
Comparação mês a mês | Foto: Reprodução/Poder360

As queimadas atingiram todos os seis biomas do país. A Amazônia ficou em segundo lugar, com 836 focos, o que corresponde a 19,6% do total nacional. Entre 1º de janeiro e 31 de maio de 2025, agentes identificaram 13.217 pontos de incêndio em todo o território brasileiro.

Leia mais: “A herança maldita de Lula”, artigo de Carlo Cauti publicado na Edição 271 da Revista Oeste

Nos primeiros quatro meses de 2025, a área atingida pelas chamas foi 67,3% menor do que a registrada no mesmo período do ano anterior. Segundo o Monitor do Fogo, do MapBiomas, as chamas devastaram 982.495 hectares, de janeiro a abril deste ano. No mesmo intervalo de 2024, o número chegou a 3 milhões de hectares queimados.

Comparação com anos anteriores e áreas afetadas

focos de incêndio queimadas no brasil
O ano de 2024 registrou o maior número de incêndios desde 2010 | Foto: Divulgação/Agência Brasil

O país encerrou o ano passado com 278.299 focos de incêndio, alta de 46,5% ante 2023, quando houve a notificação de 189.901 casos. O Brasil também enfrentou uma das secas mais severas dos últimos 75 anos, conforme o Instituto Chico Mendes de Conservação e Biodiversidade (ICMBio).

Além disso, o ano de 2024 registrou o maior número de incêndios desde 2010, embora o recorde permaneça com 2007 na série histórica. Dados do Monitor do Fogo, do MapBiomas, mostram que a área queimadas cresceu 79%, em relação a 2023, e atingiu 30.867.676 hectares, extensão superior à da Itália.

Leia também: “O agro está sofrendo”, reportagem de Carlo Cauti publicada na Edição 271 da Revista Oeste

Do total de área devastada no ano passado, 73% são de vegetação nativa, sendo 25% em formações florestais. Já as pastagens representaram 21,9% do total de áreas queimadas em 2024.

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1 comentário
  1. Marcelo Martins
    Marcelo Martins

    Ué, não disseram que a culpa pelas queimadas Brasil afora era do Bolsonaro? Como que pode, passados 2 anos e meio sem Bolsonaro, com Marina Silva, a seringueira defensora do Meio Ambiente, no comando do Ministério do Meio Ambiente, ainda termos tantas queimadas Brasil afora?

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