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O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) concluiu que o avião da Voepass que caiu em Vinhedo (SP) em 9 de agosto de 2024, matando 62 pessoas, não deveria ter decolado devido a falhas e condições meteorológicas adversas. O relatório, divulgado nesta quinta-feira, 23, apontou problemas como a inoperância do limpador de para-brisa e formação de gelo, além de falhas na cultura de segurança da companhia.
O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) concluiu que o avião da Voepass que caiu em Vinhedo (SP), em 9 de agosto de 2024, matando as 62 pessoas a bordo, não deveria ter decolado nas condições em que estava. O relatório final da investigação foi divulgado nesta quinta-feira, 23.
O acidente envolveu um ATR 72-500 que fazia o voo 2283, entre Cascavel (PR) e o Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos. A aeronave entrou em uma espiral descendente e caiu em uma área residencial de Vinhedo. Entre as vítimas estavam 58 passageiros e quatro tripulantes.
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Cenipa: problemas até no limpador de para-brisa
Segundo o Cenipa, uma falha no limpador de para-brisa, que não estava funcionando, já seria suficiente para impedir a decolagem de acordo com as normas de aeronavegabilidade. O relatório também apontou condições meteorológicas adversas, com formação de gelo, além de falhas relacionadas ao sistema de proteção contra o congelamento.
A investigação identificou uma combinação de fatores que contribuíram para o acidente, entre eles problemas de manutenção, pendências operacionais, deficiências na cultura de segurança da companhia e decisões tomadas pela tripulação diante das condições encontradas durante o voo.
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Durante o voo, os pilotos receberam diversos alertas relacionados ao acúmulo de gelo. Segundo as conclusões da investigação, a tripulação não reagiu adequadamente às advertências e enfrentou sobrecarga cognitiva diante da sequência de eventos.
O Cenipa também apontou problemas na gestão da segurança da Voepass, incluindo uma “cultura de informalidade” e deficiências na manutenção e no registro de problemas identificados nas aeronaves.
A Voepass afirmou que a tripulação era experiente e treinada e que a empresa sempre adotou procedimentos rigorosos de segurança. A companhia teve as operações suspensas pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) em 2025 e posteriormente perdeu sua autorização para operar.
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O relatório do Cenipa não estabelece responsabilidades criminais ou civis, mas busca identificar fatores que contribuíram para o acidente e formular recomendações para evitar ocorrências semelhantes.
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