Revista Oeste - Eleições 2022

Brasileira entra na lista de cientistas mais influentes do mundo

Médica Angelita Habr-Gama é uma das pesquisadores que mais contribuíram para o desenvolvimento da ciência
-Publicidade-
Angelita Habr-Gama, pesquisadora brasileira e professora emérita da Universidade de São Paulo
Angelita Habr-Gama, pesquisadora brasileira e professora emérita da Universidade de São Paulo | Foto: Reprodução/YouTube

Angelita Habr-Gama, médica brasileira e professora emérita da Universidade de São Paulo (USP), foi reconhecida como uma das pesquisadoras que mais contribuíram para o desenvolvimento da ciência no mundo.

O reconhecimento partiu de um relatório preparado por uma equipe de especialistas da Universidade de Stanford (EUA). A instituição norte-americana, em parceria com a editora Elsevier BV, divulgou recentemente uma atualização da lista que representa os 2% dos cientistas mais citados em várias disciplinas.

“Esse reconhecimento é um estímulo para os médicos e cientistas brasileiros, é um estímulo para progressão na carreira de outras pesquisadoras”, disse Angelita ao jornal Estado de S. Paulo, em reportagem desta terça-feira, 5.

-Publicidade-

Segundo ela, a expectativa é que reconhecimentos como esses sirvam de inspiração para outros cientistas trilharem caminhos parecidos, o que não é fácil.

“É claro que tudo isso exigiu muito esforço, muito estudo e muita dedicação”, disse a médica. “Fico muito honrada e muito satisfeita com o reconhecimento”, complementou.

Carreira e pioneirismo

Com relevantes trabalhos na área da coloproctologia — que estuda doenças do intestino grosso, do reto e do ânus —, Angelita foi a primeira mulher residente em cirurgia geral no Hospital das Clínicas da USP.

Pioneira, criou a disciplina de coloproctologia na mesma instituição e foi a primeira a chefiar o Departamento de Gastroenterologia da Faculdade de Medicina da universidade.

A cirurgiã é reconhecida por alterar o paradigma mundial adotado durante quase todo o século 20 para o tratamento do câncer do reto baixo.

Com sua proposta, baseada em pesquisa clínica feita com sua equipe, iniciada em 1981, firmou-se como atual paradigma com que o tratamento do câncer do reto baixo deve ser conduzido, em um primeiro momento, com quimioradioterapia, postergando-se a ressecção cirúrgica.

Entre os principais feitos, a cirurgiã publicou mais de 200 artigos científicos em revistas indexadas no PubMed (base de dados para artigos científicos), fundou a Associação Brasileira de Prevenção do Câncer de Intestino (Abrapreci) e foi nomeada coordenadora no Brasil do Programa de Prevenção do Câncer Colorretal pela Organização Mundial de Gastroenterologia (Omge).

Angelita é membro honorário da sociedade científica de diversas instituições nos EUA, na Europa e de sociedades de coloproctologia do Brasil e de outros países da América do Sul.

-Publicidade-
* O espaço para comentários é destinado ao debate saudável de ideias. Não serão aceitas postagens com expressões inapropriadas ou agressões pessoais.

8 comentários Ver comentários

  1. Somente por observação, dá para perceber que gente inteligente e bem intencionada, sem interesses meramente pessoais, não é politicamente de esquerda. Por isso, não ganha os holofotes dessa “coisa” que era chamada de imprensa.

    1. Átila é um professor de Educação Física com 36 hs de “especialização” em infectoROlogia.
      A outra diz que é médica, mas nunca tratou um paciente de COVID e gosta de ser chamada de Lionela do swing samboso. E Pastetnak diz ser bióloga, mas perdeu o registro dd bióloga. É tudo picareta mesmo.

Envie um comentário

Conteúdo exclusivo para assinantes.

Seja nosso assinante!
Tenha acesso ilimitado a todo conteúdo por apenas R$ 19,90 mensais.

Revista OESTE, a primeira plataforma de conteúdo cem por cento
comprometida com a defesa do capitalismo e do livre mercado.

Meios de pagamento
Site seguro
Seja nosso assinante!

Reportagens e artigos exclusivos produzidos pela melhor equipe de jornalistas do Brasil.