Revista Oeste - Eleições 2022

Brasileiro procurado pela Interpol é executado no Vale do Javari (AM)

'Celsinho da Compensa’ foi alvejado em um restaurante na cidade colombiana de Letícia, que faz fronteira com o Amazonas
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'Celsinho da Compensa' está morto
'Celsinho da Compensa' está morto | Foto: Divulgação/Polícia Civil

O narcotraficante brasileiro Afonso Celso Caldas de Lima, 42 anos, foi assassinado na quinta-feira 16 na cidade colombiana de Letícia, que faz fronteira com Tabatinga, no Amazonas. Os dois municípios ficam na região do Vale do Javari, onde o indigenista Bruno Araújo Pereira e o jornalista britânico Dom Phillips, colaborador do The Guardian, desapareceram.

“Celsinho da Compensa”, como era conhecido, estava foragido da Justiça do Amazonas. Ele tinha uma condenação a 24 anos de prisão por tráfico de entorpecentes. O criminoso ambém era procurado pela Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol) por ser um dos maiores exportadores de cocaína da América do Sul.

O narcotraficante foi alvejado por homens armados, enquanto almoçava em um restaurante. Durante o tiroteio, uma turista holandesa, identificada como Manon van de Zande, também foi baleada e morreu no local.

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Celsinho da Compensa tinha ligação com o Cartel de Clan del Golfo e com o grupo paramilitar Los Puntilleros, ambos da Colômbia.

Ele havia sido preso em 2016, durante a Operação La Muralla. Essa investigação descobriu uma rede de tráfico de drogas que partia da Colômbia e entrava no Brasil pelo Rio Amazonas. O traficante fugiu da cadeia no ano seguinte.

As autoridades colombianas ofereceram uma recompensa de até US$ 20 milhões para quem oferecer informações que permitam capturar os responsáveis pela morte da turista holandesa.

Leia também: “Uma toga perdida na Amazônia”, artigo de Augusto Nunes publicado na Edição 117 da Revista Oeste

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