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Bruno Henrique vira réu por estelionato

A Terceira Turma Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) aceitou a denúncia por unanimidade

Atacante do Flamengo Bruno Henrique
A defesa pretende recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) assim que os desembargadores publicarem o acórdão | Foto: Reprodução/Instagram

Depois da conquista do Campeonato Brasileiro pelo Flamengo, o atacante Bruno Henrique enfrenta nova acusação judicial, agora como réu por estelionato.

A Terceira Turma Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) aceitou, por unanimidade, o recurso apresentado pelo Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT), ampliando as acusações contra o jogador.

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A decisão reverte a posição anterior do juiz responsável, que havia excluído Bruno Henrique da acusação de estelionato, mantendo apenas a denúncia por fraude em competições esportivas, conforme previsto no artigo 200 da Lei Geral do Esporte.

O entendimento inicial era de que, sem manifestação formal das casas de apostas, não haveria vítima, inviabilizando o crime de estelionato.

Novas provas impulsionam processo contra Bruno Henrique

Os desembargadores consideraram suficiente a apuração envolvendo entidades como a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e a Associação Internacional de Integridade em Apostas (Ibia) para dar continuidade ao processo.

O relatório da Ibia entregue posteriormente ao Ministério Público (MP) e à Polícia Federal (PF) impulsionou as investigações sobre Bruno Henrique.

O Ministério Público acusa Bruno Henrique de avisar o irmão, Wander Nunes Junior, sobre a possibilidade de receber um cartão amarelo na partida entre Flamengo e Santos pelo Brasileirão de 2023.

Leia também: “Educação + Prazer”, artigo de Dagomir Marquezi publicado na Edição 298 da Revista Oeste

Depois dessa informação, Wander teria apostado nesse evento e repassado a dica a outras pessoas, segundo a denúncia do MP.

Além deles, a cunhada do jogador, Ludymilla Araújo Lima, e mais seis pessoas também se tornaram rés por estelionato.

Durante a sessão, os desembargadores negaram o pedido de fiança de R$ 2 milhões feito pelo MP, ao concluírem que não há risco de fuga por parte de Bruno Henrique.

No âmbito esportivo, o atleta recebeu apenas uma multa do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) e seguiu atuando pelo Flamengo nas fases finais do Brasileirão e da Libertadores, mas o processo na Justiça Comum continuará.

Reação da defesa

Segundo a defesa de Bruno Henrique, a decisão de afastar a acusação de estelionato havia sido considerada uma vitória.

Agora, com a reabertura do processo, o caso volta a apresentar maior complexidade ao somar a imputação de estelionato à de manipulação de resultados.

“A defesa do atleta Bruno Henrique recebeu com indignação a notícia do julgamento que acatou recurso do MPDFT para abrir ação penal quanto a um suposto crime de estelionato, fato que contraria decisão fundamentada do juiz de primeira instância”, afirmou a defesa do jogador ao Globo Esporte. “Com confiança no Poder Judiciário, será apresentado recurso pela defesa aos órgãos competentes, que demonstrará, mais uma vez, o claro equívoco da denúncia.”

A defesa pretende recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) assim que os desembargadores publicarem o acórdão.

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