Butantan pede à Anvisa autorização para início dos testes da ButanVac

Protocolo do estudo clínico de fases 1 e 2 foi submetido à agência regulatória nesta manhã; instituto espera produzir 40 milhões de doses até o meio do ano
-Publicidade-
Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan, confia em aprovação rápida da Anvisa
Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan, confia em aprovação rápida da Anvisa | Foto: Reprodução/YouTube

O diretor-presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas, anunciou nesta sexta-feira, 23, que o protocolo do estudo clínico de fases 1 e 2 da ButanVac — candidata a vacina contra a covid-19 — foi encaminhado nesta manhã à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Caso o órgão aprove o material enviado pelo Butantan, o instituto já poderá iniciar os testes em humanos, que têm duração estimada de até 20 semanas.

Leia mais: “Butantan recebe matéria-prima para produzir mais 5 milhões de doses da CoronaVac”

-Publicidade-

“É uma vacina que será muito rapidamente produzida aqui no Brasil. Não depende de nenhuma importação de matéria-prima. Temos uma capacidade enorme de produção”, afirmou Covas durante entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes. “Vamos iniciar essa produção brevemente. Esperamos ter até junho, julho, pelo menos 40 milhões de doses dessa vacina, que ficarão aguardando o resultado do estudo clínico.”

O diretor do Butantan disse confiar em uma rápida análise pela Anvisa. “Submetemos [o estudo] hoje. Aguardamos agora o parecer da Anvisa. Esperamos que isso ocorra dentro do mais curto prazo de tempo possível”, afirmou Covas. “É uma vacina que pode fazer diferença a partir do segundo semestre, tanto para o Brasil quanto para outros países.”

“Quando ocorrer essa aprovação [da Anvisa], vamos divulgar amplamente quais serão os centros onde esses estudos serão realizados e como os voluntários poderão se inscrever. Será um estudo clínico rápido, com prazo máximo de duração de 20 semanas. A partir da 16ª semana, nós já poderemos ter resultados que permitam a solicitação do uso emergencial”, explicou Dimas Covas.

Leia também: “Covid-19: Brasil já tem mais de 50 milhões de vacinas”

-Publicidade-
* O espaço para comentários é destinado ao debate saudável de ideias. Não serão aceitas postagens com expressões inapropriadas ou agressões pessoais.

Envie um comentário

Conteúdo exclusivo para assinantes.

Seja nosso assinante!
Tenha acesso ilimitado a todo conteúdo por apenas R$ 19,90 mensais.

Revista OESTE, a primeira plataforma de conteúdo cem por cento
comprometida com a defesa do capitalismo e do livre mercado.

Meios de pagamento
Site seguro
Seja nosso assinante!

Reportagens e artigos exclusivos produzidos pela melhor equipe de jornalistas do Brasil.