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Brasil

Campos Neto na mira do TCU

Órgão do governo abre investigação contra presidente do Banco Central

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Presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto | Foto: Alan Santos/PR

O presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, entrou na mira do Tribunal de Contas da União (TCU).

O órgão do governo federal abriu uma investigação contra o presidente do BC. O TCU irá apurar as declarações recentes dele sobre terceirizar a gestão de ativos da autarquia monetária.

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A investigação foi solicitada pelo subprocurador-geral Lucas Rocha Furtado, que destacou que essa pretensão de Campos Neto é um risco à capacidade do país em honrar compromissos financeiros.

Para o subprocurador-geral, é necessário “apurar os indícios de irregularidades noticiados a despeito do interesse do atual presidente do Banco Central em terceirizar a gestão de ativos do BC, especialmente com relação à administração das reservas internacionais do Brasil”.

O que disse Campos Neto?

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O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto | Foto: Divulgação/Flickr

O presidente do BC disse na quinta-feira 20 que está aberto à possibilidade de terceirizar a gestão de ativos do Banco Central. As declarações foram feitas em entrevista ao canal BlackRock Brasil.

As reservas financeiras internacionais funcionam como uma poupança para o país, usada em tempos de crise. Conforme o BC, essas reservas do Brasil hoje somam US$ 345,8 bilhões.

Segundo o subprocurador-geral, a gestão de reservas internacionais representa uma “atividade tipicamente estatal”, o que impossibilita a interferência do setor privado nessa área, com riscos, inclusive, à “soberania” brasileira.

Em comunicado, o Banco Central disse que não vai se manifestar.

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“Diante de todos os riscos, no meu entender, é inadmissível terceirizar a gestão de ativos do BC, especialmente com relação à administração das reservas internacionais do Brasil”, ressaltou. “A referida possibilidade reclama, pois, a obrigatória e pronta atuação do TCU, de forma a se determinar a detida e minuciosa apuração dos fatos”, completou Furtado.

O ministro Benjamin Zymler será o responsável por relatar o caso no TCU.

3 comentários
  1. Paulo Renato Versiani Velloso
    Paulo Renato Versiani Velloso

    Se tiver que escolher entre a BlackRock e alguém do PT para gerir as reservas estratégicas nacionais, escolheria a BlackRock, sem pestanejar. Essa, pelo menos, tem como garantir alguma operação de risco que fizerem.
    -BlackRock: maior gestora de ativos do mundo lucra US$ 1,157 bilhão no primeiro trimestre de 2023.
    -BlackRock agora, em 2022, administra mais de US$ 10 trilhões em ativos.
    E o PT, administra o que, afinal?

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