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O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, ameaçou cancelar a concessão das linhas de trens 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade depois de falhas que causaram caos no transporte público. As linhas, operadas pela Trivia Trens desde 21 de julho, enfrentaram problemas, incluindo um incêndio na Linha 12-Safira que paralisou a circulação. Em resposta, a Artesp determinou que a CPTM reassumisse a operação por até 90 dias e investigará as falhas.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), ameaçou cancelar a concessão das linhas de trens 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade depois de várias falhas que provocaram caos no transporte público da capital paulista. As três linhas passaram a ser operadas pela concessionária Trivia Trens na terça-feira 21, mas apresentaram problemas desde os primeiros dias de operação.
Nesta quinta-feira, 23, um curto-circuito em um trem da Linha 12-Safira provocou um incêndio, interrompeu o fornecimento de energia e paralisou simultaneamente a circulação das linhas 11, 12 e 13. Passageiros precisaram deixar composições e caminhar pelos trilhos em meio à interrupção do serviço.
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CPTM reassume trens por até 90 dias
Diante da crise, a Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) determinou que a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) reassumisse a operação das três linhas por um período inicial de até 90 dias. A medida busca garantir a continuidade do serviço e prevenir novas falhas.
A Artesp também informou que vai investigar as causas dos problemas e apurar a responsabilidade da concessionária. A Trivia Trens afirmou que o serviço foi restabelecido depois de uma pane elétrica e pediu desculpa aos passageiros.
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Durante um evento em Ourinhos, Tarcísio classificou os problemas como “inaceitáveis”. Da mesma forma, afirmou que a concessionária poderá perder o contrato caso não cumpra as obrigações previstas. Segundo o governador, o Estado não vai hesitar em rever a concessão diante de falhas graves na prestação do serviço.
A crise também provocou reações políticas e jurídicas. O Ministério Público de São Paulo recebeu duas representações que pedem a abertura de inquérito para investigar a concessão e a suspensão da privatização das linhas. Os documentos questionam a segurança da operação e revelam que passageiros precisaram correr pelos trilhos durante o incêndio.
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Boa, governador!