Carlos Bolsonaro e Wajngarten participaram de reunião com a Pfizer, diz executivo

De acordo com Carlos Murillo, assessor da Presidência para Assuntos Internacionais, Filipe Martins, também teria participado do encontro no Planalto
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Carlos Murillo, da Pfizer, relatou reuniões com o governo brasileiro em que foi discutida a aquisição de vacinas
Carlos Murillo, da Pfizer, relatou reuniões com o governo brasileiro em que foi discutida a aquisição de vacinas | Foto: Agência Senado/Flickr

Em seu depoimento à CPI da Covid nesta quinta-feira, 13, o ex-presidente da Pfizer Brasil Carlos Murillo, atual gerente-geral da farmacêutica na América Latina, afirmou que o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) e o ex-secretário de Comunicação da Presidência Fabio Wajngarten participaram de uma reunião com a farmacêutica, no Palácio do Planalto, em dezembro do ano passado. 

“Após aproximadamente uma hora de reunião, Fabio Wajngarten recebe uma ligação, sai da sala e retorna para a reunião. Minutos depois, entra na sala de reunião Filipe Martins, assessor internacional da Presidência da República, e Carlos Bolsonaro. Fabio explicou a Filipe Garcia Martins e a Carlos Bolsonaro os esclarecimentos prestados pela Pfizer até então na reunião”, relatou Murillo, que leu a ata da reunião.

Leia mais: “Pfizer fez primeiras ofertas de vacinas em agosto de 2020, diz executivo”

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Segundo o ex-CEO da Pfizer Brasil, “Carlos ficou brevemente na reunião” e “Filipe Martins ainda permaneceu na reunião e ela foi encerrada logo na sequência”. O encontro ocorreu no dia 7 de dezembro de 2020 e teria sido convocado por Wajngarten para que fossem discutidos eventuais entraves burocráticos para a aquisição de vacinas pelo governo brasileiro.

Mais cedo, Murillo afirmou que a negociação em torno da venda de vacinas para o Brasil foi mantida diretamente com o Ministério da Saúde. “Nossa negociação foi com o Ministério da Saúde. As conversas com Fabio Wajngarten foram de uma possível coordenação dele. Eu não conheço o funcionamento dos órgãos governamentais e não posso exatamente indicar a função das diferentes pessoas do governo”, disse. 

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3 comentários

  1. Só o cangaceiros Renans, Randolfes, Otos, Humbertos, não entendem a dificuldade e responsabilidade que o governo federal teve em comprar vacinas Pfizer sem respaldo Legislativo, alto custo, conservadas a -70 graus, tendo inclusive que assumir responsabilidades indenizatórias não aceitas pelo fabricante para eventos adversos, e aplicar em todo o pais, e entregar nos sertões nordestinos, aos brasileiros da Amazônia com transporte em balsas, nas comunidades, enfim neste pais continental e sem recursos. Esta claro que a Pfizer virou a vacina “queridinha” da 1a. classe de brasileiros que estão concentrados nas capitais dos Estados. Ainda tem um senador do PT do SERGIPE que se diz médico, que cita Israel, por ter aplicado em 60% da população vacinas Pfizer. Ora, Israel em 9 milhões de habitantes portanto aplicou somente 5,4 milhões de vacinas e território geograficamente pequeno.
    Alguém pode imaginar esse senador sendo presidente do pais, quais vacinas compraria?

  2. SE O GOVERNO COMPRA A VACINA DA PFIZER COM AS EXIGÊNCIAS ALÍ CONTIDAS, E MORTES EXISTIRIAM DE QQ JEITO, GENTE DA ESQUERDA PROGRESSISTA DO BRASIL, COM A AJUDA DESSA MÍDIA NOJENTA, CONCLUIRIAM SEM PROVAS QUE “BOLA” ESTAVA CORRENDO SOLTA NO GOVERNO, AINDA MAIS QUE CARLOS BOLSONARO ESTAVA NO MEIO.
    BANDIDOS, HIPÓCRITAS, FDP

  3. Acho que o Fábio foi tirado da SECOM depois que descobriram que ele tava se metendo da área dos outros. Bem feito. E ainda tomou um calor ontem.

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