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Chefe do Comando Vermelho faz cirurgia em hospital de elite no Rio

Autorização judicial levanta debate sobre uso de unidades particulares por presos de alta periculosidade

Alexander de Jesus Carlos e o Hospital Samaritano: só diária básica de internação custa cerca de R$ 3 mil | Foto: Reprodução/Redes sociais
Alexander de Jesus Carlos e o Hospital Samaritano: só diária básica de internação custa cerca de R$ 3 mil | Foto: Reprodução/Redes sociais

Preso considerado de altíssima periculosidade e um dos chefes do Comando Vermelho, Alexander de Jesus Carlos, de 51 anos, conhecido como Choque, obteve autorização da Justiça para realizar uma cirurgia de vesícula no Hospital Samaritano, na Zona Sul do Rio. Autoridades apontam Alexander como chefe do tráfico na favela de Manguinhos. Sua internação ocorreu na última sexta-feira, 8. A alta foi nesta quarta,13.

O setor de saúde considera o Samaritano uma estrutura de alto padrão com serviços de hotelaria diferenciados. O caso provocou questionamentos principalmente sobre a aplicação da Lei de Execuções Penais e o uso de hospitais particulares para detentos. A defesa, segundo o jornal O Globo, afirma, contudo, que a autorização partiu de um juiz da Vara de Execuções Penais. Especialistas em Direito Penal ressaltam que, embora incomum, a medida está na lei, caso não haja desse modo tratamento disponível no sistema prisional.

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Comando Vermelho: disputa judicial e falta de informações

Nesta segunda-feira, 11, o juiz titular da Vara de Execuções Penais decidiu assumir o processo, passando assim a responder pelo caso. Ao constatar a ausência de informações sobre o estado de saúde de Choque, expediu dessa forma, dois dias depois, mandado de busca e apreensão ao diretor do hospital para obter detalhes da internação.

Antes da transferência para a unidade particular, o detento recebeu atendimento diversas vezes no ambulatório do Presídio Gabriel Ferreira Castilho. Somente em maio, foi para uma Unidade de Pronto Atendimento pelo menos quatro vezes, relatando dores abdominais e ao urinar.

Em ofício enviado à Secretaria Municipal de Saúde no fim de maio, a enfermeira do presídio solicitou exames complementares e atenção especial ao quadro clínico. No dia 11 de junho, em fiscalização na unidade, Choque disse a um juiz do Gabinete de Execuções Penais que possuía pedra na vesícula e queria realizar a cirurgia em hospital particular.

O magistrado intimou a defesa a informar o nome da unidade de saúde, bem como a data e o horário da consulta, para que o pedido de saída pudesse ser analisado. No dia 25 do mês seguinte, em julho, o mesmo juiz informou que a data do procedimento já estava agendada e que o MP foi favorável à saída de Choque. 

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3 comentários
  1. Christian
    Christian

    Por que não entrou na fila do SUS como os brasileiros de bem ?
    Isto o juiz não comenta…

  2. Augusto de Resende Filho
    Augusto de Resende Filho

    Traficante pode sair da prisão, políticos opositores não podem nem receber visitas, e são obrigados a colocar tornozeleira eletrônica. Realmente estamos em plena Democracia.

  3. Refletindo internamente
    Refletindo internamente

    Se ele pagou a conta com o proprio dinheiro eu nao vejo problema algum, acredito que todos os presos deviam pagar por tudo, ate aluguel pela estadia e seus segurancas/agentes enquanto tiver preso, mas os presos tao ganhando é salario do estado por ficar preso

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