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Brasil

Colapso de mina em Maceió: 5 bairros serão desapropriados

Mutange, Bom Parto, Bebedouro, Pinheiro e Farol agora vão pertencer a órgãos públicos

mina maceió
O desabamento total da mina pode abrir uma cratera de 300 m de diâmetro em Maceió, de acordo com a Defesa Civil | Foto: Agência Alagoas

Depois do colapso da mina 18 da Braskem, em Maceió, os cinco bairros atingidos serão desapropriados, conforme anunciado pelo governador de Alagoas, Paulo Dantas (MDB), no último domingo, 10.

Os bairros de Mutange, Bom Parto, Bebedouro, Pinheiro e Farol agora vão pertencer aos órgãos públicos, segundo o portal R7. A área tem 3 km². Segundo o governador, a região será utilizada como um parque estadual, um projeto semelhante ao Parque Ibirapuera, em São Paulo.

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“Nós determinamos a desapropriação daquela área que foi comprada pela Braskem para se tornar um grande parque estadual”, disse o governador. “Em respeito à memória de todos que moraram e têm histórias nesses bairros que foram perversamente atingidos pelo crime da Braskem.”

Desabamento total de mina pode abrir cratera de 300 m em Maceió

Afundamento de solo minas Maceió
Defesa Civil afirma que ainda não é possível dizer se o solo estaria se estabilizando apesar do afundamento de 2,02m |Foto: Reprodução/Instagram/Serão na Hora

As áreas foram repassadas à Braskem por meio de um acordo de indenização de R$ 1,7 bilhão ao município. O acordo transferiu à Braskem, formalmente, a posse dos imóveis e da área. Mas não permitiu à empresa edificar “para fins comerciais ou habitacionais”.

O governador também afirma que acionou o Instituto do Meio Ambiente (IMA) para fazer uma análise dos danos ambientais provocados pelo rompimento de parte da mina.

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O desabamento total pode abrir uma cratera de 300 m de diâmetro em Maceió, de acordo com a Defesa Civil. A população da cidade foi orientada a não transitar pela área.

A Braskem informou em nota que, a partir da desocupação dos imóveis da área de risco, assumiu “sua posse, passando a adotar medidas para limpeza, conservação, controle de pragas e segurança patrimonial, entre outras, sempre em cooperação com o poder público”.

De acordo com a Braskem, as discussões futuras sobre o uso da área poderão ser feitas a partir do Plano Diretor do Município.

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