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Como os cursinhos estão preparando candidatos para o 'Enem dos Concursos'

Inscrições do Concurso Nacional Unificado começaram em 19 de janeiro

Serão ofertadas 6.640 vagas para 21 órgãos ligados ao governo federal, incluindo ministérios e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) | Foto: Freepik

Os cursinhos preparatórios entraram em uma “operação de guerra” quando saíram as primeiras notícias sobre o Concurso Nacional Unificado (CNU), que ficou conhecido como “Enem dos Concursos”. 

Tudo começou em agosto, quando o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) passou a dar pistas do que seria o CNU, segundo o jornal Folha de S.Paulo.

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Mas, até então, o governo não havia dando muitos detalhes sobre como a prova seria feita, o que dificulta o trabalho dos cursos preparatórios, que costumam focar no ensino mais específico possível. As inscrições para o Enem dos Concursos abriraram em 19 de janeiro.

Cursinhos seguem editais anteriores e modelo do Enem para preparar candidatos para o Concurso Nacional Unificado

O MGI dividiu o concurso em oito blocos temáticos, cada um com seu próprio edital | Foto: Freepik

Serão ofertadas 6.640 vagas para 21 órgãos ligados ao governo federal, incluindo ministérios e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Agora se sabe que o MGI dividiu o concurso em oito blocos temáticos, cada um com seu próprio edital.

A divisão foi feita para agrupar conteúdos similares e direcionar candidatos com vocações para certas áreas, sem tirar a possibilidade de disputar mais de uma vaga em um mesmo bloco.

“Os alunos ficaram muito apreensivos, porque, até então, era tudo muito preto no branco: estudava-se com base nos editais antigos”, disse Gabriel Granjeiro, CEO da Gran Cursos, startup de educação, ao jornal.

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Granjeiro também ressaltou a dificuldade da preparação porque o CNU não tem antecedentes.

“Sabíamos que ele seria diferente [dos outros] já com as informações preliminares do governo”, explicou. “Foi divulgado que seriam oito blocos, então pegamos os editais anteriores [dos 21 órgãos federais], os temas mais recorrentes em diferentes blocos temáticos e as disciplinas mais procuradas para cada tipo de concurso. Daí montamos um curso ‘pré-edital’.”

O Estratégia Educacional seguiu o mesmo plano, construiu um produto ‘pré-edital’ com base nos concursos de antes. “Todo o mercado só tinha os editais anteriores e o Enem como parâmetro”, disse Wagner Damazio, diretor de marketing do Estratégia. “Imaginávamos que seria muito difícil unir áreas tão diferentes em blocos e eixos temáticos semelhantes em um concurso público.”

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