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Confira o ranking das cidades brasileiras com a melhor qualidade de vida

Estudo revela que Gavião Peixoto, no interior de São Paulo, lidera índice

Para calcular o IPS, foram utilizados 53 indicadores públicos de diversas fontes oficiais | Foto: Divulgação/Prefeitura de Gavião Peixoto
Para calcular o IPS, foram utilizados 53 indicadores públicos de diversas fontes oficiais | Foto: Divulgação/Prefeitura de Gavião Peixoto

Um estudo sobre a qualidade de vida nas cidades brasileiras, de autoria de organizações civis e internacionais, revela que Gavião Peixoto, no interior de São Paulo, possui a melhor qualidade de vida do país. Em contrapartida, Uiramutã, em Roraima, ocupa a última posição no ranking.

O levantamento, que aplicou o Índice de Progresso Social (IPS) em 5.570 cidades, mostra uma profunda desigualdade entre as regiões brasileiras. Para fins estatísticos, o ranking considerou Brasília e Fernando de Noronha como municípios.

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Uiramutã, em Roraima, ocupa a última posição no <i>ranking</i> | Foto: Divulgação/Prefeitura de Gavião Peixoto
Vista panorâmica de Gavião Peixoto, líder no ranking de qualidade de vida no Brasil | Foto: Divulgação/Prefeitura de Gavião Peixoto

Estados como São Paulo, Santa Catarina, Paraná e Minas Gerais concentram as cidades com melhores condições de bem-estar social. O Estado paulista domina o top dez, com oito municípios na lista.

As dez melhores cidades do país, segundo o IPS:

  1. Gavião Peixoto (SP) — 74,49;
  2. Brasília (DF) — 71,25;
  3. São Carlos (SP) — 70,96;
  4. Goiânia (GO) — 70,49;
  5. Nuporanga (SP) — 70,47;
  6. Indaiatuba (SP) — 70,47;
  7. Gabriel Monteiro (SP) — 70,42;
  8. Águas de São Pedro (SP) — 70,37;
  9. Jaguariúna (SP) — 70,29; e
  10. Araraquara (SP) — 70,22

O coordenador da divisão do IPS no Brasil, Beto Veríssimo, destaca que a classificação no instituto não se pauta pelo produto interno bruto (PIB) local. Também ressalta que o ranking não analisa a parte de prestação de serviços. De acordo com ele, a lista é formulada a partir da junção de indicadores como taxas de homicídios, taxas poluição, informações sobre expectativa de vida e dados sobre acesso ao ensino superior.

“Para o IPS não interessa quanto o município investe”, afirmou Veríssimo, ao jornal O Globo. “Queremos saber o resultado, saber se no final do dia as pessoas estão vivendo melhor. Nem sempre a cidade com maior renda tem melhor qualidade de vida — explica Veríssimo, que diz que os resultados finais não surpreenderam muito.”

Desigualdade regional no Brasil

Estados da Região Norte — como Pará, Amazonas, Roraima, Amapá e Acre — aparecem com os piores resultados.

Uiramutã, em Roraima, não tem somente a pior nota do IPS, mas também a maior proporção de indígenas. Os dados são do Censo de 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No ranking dos dez piores municípios, conforme o IPS, todos estão em dois Estados da Região Norte: Pará, com sete representantes, e Roraima, com três (incluindo a já mencionada Uiramutã).

  1. Uiramutã (RR) — 37,63;
  2. Alto Alegre (RR) — 38,38;
  3. Trairão (PA) — 38,69;
  4. Bannach (PA) — 38,89;
  5. Jacareacanga (PA) — 38,92;
  6. Cumaru do Norte (PA) — 40,64;
  7. Pacajá (PA) — 40,7;
  8. Uruará (PA) — 41,26;
  9. Portel (PA) — 42,23; e
  10. Bonfim (RR) — 42,27.

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O estudo foi conduzido pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon). Ainda, a pesquisa teve como parceiros a Fundación Avina, a Amazônia 2030, a Anattá Pesquisa e Desenvolvimento e o Centro de Empreendedorismo da Amazônia e Social Progress Imperative.

Ele avalia se os municípios oferecem o necessário para prosperar, desde abrigo e alimentação até acesso à informação e igualdade.

Metodologia e indicadores das cidades

Para calcular o IPS, foram utilizados 53 indicadores públicos de diversas fontes oficiais, entre elas estão o Departamento de Informação e Informática do Sistema Único de Saúde, o Instituto de Estudos para Políticas de Saúde, o Conselho Nacional de Justiça, o Mapbiomas, a Agência Nacional de Telecomunicações e o CadÚnico.

O IPS possui três dimensões principais:

  1. “Necessidades humanas básicas”, com pontuação de 73,58;
  2. “Fundamentos para o bem-estar”, com 67,1; e
  3. “Oportunidades”, que ficou em último lugar, com 44,83.

Cada componente contribui para a média final pela soma dos indicadores.

Confira o ranking das capitais brasileiras com melhor qualidade de vida

RankingCapitalUFIPD Brasil
1BrasíliaDF71,25
2GoiâniaGO70,49
3Belo HorizonteMG69,62
4FlorianópolisSC69,56
5CuritibaPR69,36
6São PauloSP68,79
7CuiabáMT68,47
8Campo GrandeMS68,21
9PalmasTO68,07
10AracajuSE67,89

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1 comentário
  1. Sergio Hora
    Sergio Hora

    O título diz ao leitor para conferir o ranking das dez melhores cidades para se viver no Brasil, a epígrafe cita Gavião Peixoto e a lista apresentada é de capitais (!?). Que edição é essa?!

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