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Brasil

Correios vão lançar 'marketplace' neste ano

A estatal quer mudar o perfil de operação com o 'Correios Shopping'

privatização dos correios - fábio faria

Os Correios vão mudar o perfil de operação. Ainda neste ano, a estatal brasileira pretende lançar o próprio marketplace que será denominado “Correios Shopping”.

A informação foi confirmada nesta quinta-feira, 17, pelo presidente dos Correios, Floriano Peixoto, ao jornal Valor Econômico.

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“Somos um dos maiores operadores logísticos do Hemisfério Sul, mas isso já não nos basta. Os Correios vão competir junto às demais empresas do setor porque com a nossa capilaridade, expertise, recursos humanos, materiais e financeiros, podemos galgar, com mais e melhores condições, outras opções para a empresa”, afirmou.

A empresa já tem um projeto piloto em Cajamar (SP) e pretende ampliar para o Brasil. “Os Correios vendem a mercadoria, embalam, entregam, fazem tudo. Isso é uma tendência mundial. Nos Estados Unidos você encomenda um produto e pode receber no mesmo dia, ou no dia seguinte.”

Para viabilizar a transformação, a empresa vai inaugurar também neste ano mais dois centros internacionais de operação. As atuais unidades em funcionamento operam em São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba. “Isso é trabalho permanente de adaptação da empresa à realidade do mercado e às necessidades do setor”, argumentou.

Empresa registra lucro recorde em 2021

Os Correios realizaram um lucro recorde em 2021, resultado que será apresentado nesta quinta-feira, 17, na reunião do conselho de administração da empresa.

O balanço revelou um lucro líquido de R$ 2,3 bilhões, e um lucro recorrente de R$ 3,7 bilhões, segundo revelou o Valor. É o melhor resultado da empresa em 22 anos, e o maior num período de dez anos.

A contabilidade registra que no período entre 2010 e 2019, o lucro líquido foi de R$ 873 milhões, enquanto nos últimos dois anos da gestão de Peixoto, o lucro líquido somado totalizou R$ 4 bilhões. Peixoto atribuiu esse resultado a um conjunto de medidas estruturantes adotadas para evitar que a empresa se tornasse dependente do Tesouro Nacional.

“Revisamos valores dos contratos, retiramos benefícios, fizemos um acordo coletivo de trabalho em 2020, estabelecemos medidas de saneamento, firmamos parcerias com a Controladoria Geral da União, agimos com estrita obediência ao Tribunal de Contas da União e às normas de compliance”, enumerou o presidente.

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1 comentário
  1. Daniel BG
    Daniel BG

    A ideia é ótima! Só não pode continuar sendo estatal. Se os correios fornecessem um serviço de coleta e entrega (pegasse numa residência e entregasse em outra), seria ainda mais útil.

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