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Detran confirma que bafômetro capta álcool do pão de forma; veja taxas

Dispositivo acusa 'positivo' para conteúdo alcoólico logo depois do consumo; em 3 minutos, testagem volta ao zero

Pão de forma do Brasil registra taxas elevadas de álcool
Detran de Goiás publicou vídeos nas redes sociais em que orienta o cidadão | Foto: Reprodução/PxHere

O Departamento Estadual de Trânsito do Estado de Goiás (Detran-GO) realizou testes para verificar se o álcool presente no pão de forma pode ser detectado pelo bafômetro. A verificação confirmou a acusação de “positivo” no aparelho.

A iniciativa surgiu depois de notícias de que algumas marcas de pão poderiam influenciar o resultado do teste. Em vídeo publicado nas redes sociais, uma representante do órgão consumiu duas fatias de pão de uma marca específica e, em seguida, fez o teste no bafômetro.

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O resultado acusou 0,12 mg de álcool por litro de ar expelido, superando o limite de 0,05 mg/L para ser considerado alcoolizado. Contudo, ao testar outra marca, o resultado foi negativo.

O Detran-GO, porém, tranquilizou os motoristas. O órgão afirma que o álcool desaparece do organismo cerca de 3 minutos depois do consumo do pão. “Não adianta colocar a culpa no pãozinho”, brincou o órgão em uma publicação, ressaltando que basta esperar três minutos para estar apto a dirigir.

Detran tranquiliza motoristas a respeito do álcool do pão de forma

A partir de 1º de julho, veículos com finais de placa 1 e 2 devem renovar o Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo (CRLV) | Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
A Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados criticou a pesquisa | Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

A polêmica teve início com os resultados de um estudo da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Proteste), que identificou níveis de álcool acima do esperado em algumas marcas de pão de forma.

A pesquisa avaliou dez marcas líderes de vendas no Brasil e revelou que algumas apresentam teor alcoólico superior ao permitido para bebidas não alcoólicas, que é de 0,5%. As marcas Visconti, Bauducco, Wickbold e Panco estão entre as que excederam esse limite. Apenas Pullman e Plusvita não apresentaram teores elevados.

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A Proteste enviou os resultados ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e à Anvisa, sugerindo a regulamentação do percentual máximo de álcool e a fiscalização dos conservantes usados nos pães.

Em resposta, a Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados (Abimapi) criticou a pesquisa, apontando falhas e a falta de oportunidade para contraprovas.

Leia também: “Entre verduras e hortaliças”, artigo de Evaristo de Miranda publicado na Edição 225 da Revista Oeste

A fermentação, processo essencial na fabricação do pão, transforma açúcares em gases e álcool etílico, grande parte do qual evapora durante o cozimento. No entanto, a Proteste afirma que algumas marcas utilizam conservantes em excesso, resultando em altos níveis de etanol no produto final.

Confira as taxas de álcool em diferentes marcas de pão de forma

  1. Visconti (3,37% de teor alcoólico);
  2. Bauducco (1,17%);
  3. Wickbold 5 zeros (0,89%);
  4. Wickbold sem glúten (0,66%);
  5. Wickbold leve (0,52%);
  6. Panco (0,51%).

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