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‘Ela estava com muita falta de ar’: marido detalha últimos momentos da mulher, que morreu intoxicada em piscina

Vinícius de Oliveira descreve o momento em que Juliana Bassetto, de 27 anos, começou a sufocar durante aula de natação em academia da zona leste de São Paulo

Vinícius e a mulher, Juliana | Foto: Reprodução/TV Globo
Vinícius e a mulher, Juliana | Foto: Reprodução/TV Globo

O relato de Vinícius de Oliveira ao programa Fantástico exibido neste domingo, 15, acrescenta novas camadas à tragédia que terminou com a morte da mulher dele, Juliana Bassetto, de 27 anos, depois da liberação de gás tóxico durante uma aula de natação em uma academia na zona leste de São Paulo.

No vídeo gravado ainda na UTI, Vinícius reconstrói a sequência com calma, mas sem esconder o impacto. Segundo ele, a aula transcorria normalmente havia cerca de 15 minutos. Nada indicava problema na água nem no ambiente fechado da piscina.

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Ele conta que estava na raia da direita quando sentiu o primeiro sinal de que algo estava errado: o peito começou a arder e a respiração ficou difícil de forma quase imediata. “Encostei na borda sufocando”, relatou. A sensação, segundo ele, não foi de cansaço físico, mas de irritação intensa nas vias respiratórias.

A reação inicial foi sair da piscina para pedir ajuda. Já fora da água, percebeu que Juliana enfrentava o mesmo quadro. Ela também tentava deixar a piscina, visivelmente afetada. Vinícius voltou para auxiliá-la na saída. Os dois conseguiram deixar o ambiente e caminhar até o saguão da academia.

Foi nesse ponto que, de acordo com o depoimento, a situação de Juliana piorou. Ela apresentava falta de ar acentuada e precisou se sentar no chão. O desconforto respiratório não cedia. Vinícius pegou os pertences do casal e decidiu levá-la imediatamente ao hospital.

No atendimento médico, o quadro evoluiu de forma diferente para cada um. Ele também passou mal e precisou de internação, mas conseguiu se recuperar. Juliana não resistiu às complicações.

Gás liberado em piscina

O depoimento sugere que os sintomas surgiram de maneira simultânea entre frequentadores que estavam na água naquele momento, o que reforça a hipótese de liberação de gás no ambiente fechado da piscina. A investigação trabalha com a possibilidade de que uma combinação inadequada de produtos químicos tenha provocado a formação de gás cloro, substância que, quando inalada em concentração elevada, pode causar irritação severa das vias aéreas e comprometimento pulmonar.

Vinícius evita acusações diretas no vídeo, mas pede que haja fiscalização e cumprimento rigoroso de protocolos técnicos na manutenção de piscinas. Ele afirma esperar que o episódio leve a mudanças, para que outros frequentadores não passem pelo que ele e a esposa enfrentaram.

A Polícia Civil apura se houve negligência na manipulação dos produtos utilizados na desinfecção da água e na rotina de controle químico da piscina. Laudos periciais devem apontar se a concentração de substâncias liberadas no ambiente foi suficiente para provocar intoxicação aguda.

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