publicidade
Brasil

Em Arroio Grande, casal denuncia tratamento irregular dos filhos em orfanato

As crianças estão em uma casa de passagem desde 20 de novembro; uma delas foi encontrada com hematomas no braço, de acordo com relato dos pais

Arroio Grande: casal denuncia tratamento irregular dos filhos em orfanato
Douglas e Paola Kalaitzis lutam há mais de um mês para reaver a guarda dos filhos | Foto: Reprodução/X

Os pais das duas crianças recolhidas pela Justiça em Arroio Grande (RS) e colocadas em um orfanato com histórico de denúncias graves, incluindo estupro de menores e homicídio, denunciaram tratamento irregular aos filhos dentro da instituição. Os menores estão na Casa de Passagem Novo Amanhecer desde 20 de novembro.

Douglas e Paola Kalaitzis perderam temporariamente a guarda dos filhos, de quatro e dois anos, por se recusarem a vaciná-los. A advogada do casal relatou, em publicações nas redes sociais, que o casal tem atestados médicos de contraindicação dos imunizantes.

Receba nossas atualizações

+ Leia mais notícias do Brasil em Oeste

Os incidentes presenciados pelos pais põem em xeque a segurança das crianças sob tutela do Estado. A Justiça, a pedido do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), havia determinado a remoção das crianças alegando “risco à vida e à saúde” dos menores. O MPRS mantém o processo sob sigilo.

As denúncias constam em depoimentos da defesa e gravações de Douglas e Paola obtidas pelo portal Poder360. Durante uma visita supervisionada ao abrigo, os pais notaram hematomas no braço do filho mais velho, Douglas.

“Eles observaram que o bracinho do Douglas, de 4 anos, estava roxo”, disse Adriana Marra em depoimento divulgado nas redes sociais. Diante da constatação, os pais fizeram um boletim de ocorrência. Em consequência do registro, um juiz do Rio Grande do Sul proibiu o acesso de Douglas e Paola aos próprios filhos.

Em uma gravação feita pelo casal e acessada pela jornalista Paula Schmitt, do Poder360, os pais pedem permissão para filmar os hematomas encontrados no braço do filho, o que lhes é negado por um agente. Douglas e Paola, então, pedem que o funcionário da saúde assine um termo no qual atestasse estar vendo os hematomas no braço do menino.

O agente, entretanto, se negou a assinar um termo de admissão. Ele afirmou que a marca poderia ser antiga, anterior ao recolhimento do menino. Um exame de corpo de delito seria capaz de comparar o estado físico da criança antes e depois de ser confiscada pelo Estado.

Douglas e Paola negam ter tido acesso ao exame de corpo de delito. Ao Poder360, eles relataram a realização de dois exames, um deles dias depois da apreensão das crianças. Dessa forma, um dos exames não seria verídico na retratação de como o menino foi encontrado.

Funcionária do orfanato de Arroio Grande saiu da instituição com criança

Um vídeo de câmera de segurança, capturado pelos pais e acessado pela jornalista do Poder360, adiciona camadas de suspeita. Na gravação, uma funcionária do abrigo sai com a filha do casal, Sofia, de dois anos, no colo, e aproxima-se de um carro estacionado de forma irregular na porta da instituição.

A mulher mostra a criança para o motorista, identificado pelos pais como um homem, enquanto Douglas e Paola, inicialmente sem se identificarem, conversam com outra funcionária na calçada. “Olha aqui que bonita”, teria dito a enfermeira ao exibir a menina, conforme captado em áudio.

Preocupados, os pais questionam: “Onde é que eles vão levar ela?”. A resposta da funcionária: “Lugar nenhum. Só vieram aqui na frente com ela um pouquinho. Ela é enfermeira”. Apesar da explicação oficial do abrigo, de que a funcionária encerrava o turno às 19h, a criança pediu colo e foi mostrada ao marido, que a esperava, os pais descrevem a cena como um “pesadelo” e apontam uma possível tentativa de retirada da menina.

O comunicado da Casa de Passagem Novo Amanhecer nos autos judiciais nega conduta irregular. “Em nenhum momento ocorreu a retirada de Sofia em circunstância suspeita. [] As imagens das câmeras de segurança demonstram que o familiar da funcionária aguardava em frente à instituição, a funcionária comunicou-se com o esposo e retornou tranquilamente ao interior da Casa de Passagem.”

Leia mais sobre:

3 comentários
  1. Daniel Alves Taguchi
    Daniel Alves Taguchi

    Que esse juiz e os envolvidos paguem por tudo isso.

  2. Carlos Soares
    Carlos Soares

    A solução para o Brasil não será alcançada pela ponta da caneta…

  3. FATIMA
    FATIMA

    Deus do céu! Que maldição de país é esse que permite acontecer um caso tão escabroso assim? DEVOLVAM AS CRIANÇAS AOS SEUS PAIS! Pelo amor de Deus!!!!!!

Canal Oeste
Nossos colunistas
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Augusto Nunes
Ana Paula Henkel
Guilherme Fiuza
Rodrigo Constantino
Alexandre Garcia
Antonio Cabrera
Eugênio Esber
Eugênio Esber
Evaristo de Miranda
Flávio Gordon
Roberto Motta
Miriam Sanger
Adalberto Piotto
Frank Furedi, da Spiked
Jeffrey A. Tucker.
Theodore Dalrymple
Flavio Morgenstern
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
Background
NEWSLETTER
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
Background
TELEGRAM
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
publicidade
Background
Assine a Revista Oeste
Seja um dos brasileiros que acreditam que o bom jornalismo transforma um país.