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Enchentes no Rio Grande do Sul afetaram até 92% dos empregos

Em cidades como Eldorado do Sul, Roca Sales e Muçum, os dados mostram que entre 74% e 82% dos estabelecimentos foram impactados

Atualização das imagens de satélite da plataforma mostra a dimensão das enchentes em Porto Alegre | Foto: Reprodução/Google Maps
Atualização das imagens de satélite da plataforma mostra a dimensão das enchentes em Porto Alegre | Foto: Reprodução/Google Maps

As enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul em abril e maio afetaram até 92% dos postos de trabalho nas cidades mais atingidas. É o que mostra o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em informações divulgadas nesta quarta-feira, 3.

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A pesquisa utiliza georreferenciamento de endereços. Com isso, o Ipea mapeou os estabelecimentos privados impactados por inundações e deslizamentos de terra. Os pontos dos estabelecimentos destruídos foram sobrepostos às áreas inundadas.

A construção da nova estrutura, considerada emergencial, terá um custo de R$ 31 milhões aos cofres públicos | Foto: Divulgação/Dnit
A construção da nova estrutura, considerada emergencial, terá um custo de R$ 31 milhões aos cofres públicos | Foto: Divulgação/Dnit
Em meio à destruição de um dos bairros do município de Cruzeiro do Sul (RS), é possível encontrar alguns objetos domésticos que caracterizam o lar dos moradores, como a estatueta no canto direito do que parece ser um santo | Foto: Tauany Cattan/Revista Oeste
Carros que sofreram danos vão a leilão no Rio Grande do Sul
Os carros ficaram submersos na água durante enchentes no Rio Grande do Sul | Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
Casa arrastada pela enchente em Cruzeiro do Sul, no Vale do Taquari (RS) | Foto: Tauany Cattan/Revista Oeste
Casa arrastada pela enchente em Cruzeiro do Sul, no Vale do Taquari (RS) | Foto: Tauany Cattan/Revista Oeste
Um dos bairros destruídos em Cruzeiro do Sul, no Vale do Taquari (RS) | Foto: Tauany Cattan/Revista Oeste
Um dos bairros destruídos em Cruzeiro do Sul, no Vale do Taquari (RS) | Foto: Tauany Cattan/Revista Oeste
Notebook em meio aos destroços de uma casa, em Cruzeiro do Sul, no Vale do Taquari (RS) | Foto: Tauany Cattan/Revista Oeste
Notebook em meio aos destroços de uma casa, em Cruzeiro do Sul, no Vale do Taquari (RS) | Foto: Tauany Cattan/Revista Oeste
Plantação de milho em Estrela, no Vale do Taquari, depois de 40 dias das enchentes | Foto: Tauany Cattan/Revista Oeste
Plantação de milho em Estrela, no Vale do Taquari, depois de 40 dias das enchentes | Foto: Tauany Cattan/Revista Oeste
Quintal do restaurante Casa do Peixe, depois das enchentes | Foto: Tauany Cattan/Revista Oeste
Quintal do restaurante Casa do Peixe, depois das enchentes | Foto: Tauany Cattan/Revista Oeste
Aeroporto Salgado Filho, de Porto Alegre | Foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República
Aeroporto Salgado Filho, de Porto Alegre | Foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República

Mapeamento das áreas atingidas no Rio Grande do Sul

Em cidades como Eldorado do Sul, na Grande Porto Alegre, e Roca Sales e Muçum, no Vale do Taquari, a projeção mostra que entre 74% e 82% dos estabelecimentos foram impactados.

Para esses municípios, as inundações prejudicaram entre 84% e 92% dos postos de trabalho, de acordo com o Ipea.

Rafael Pereira, um dos autores do estudo, informa que os números podem estar subnotificados. “Na metodologia que a gente usou, a gente faz a geolocalização do endereço”, explicou. “O grau de precisão vai variar. A gente ficou apenas com o resultado que tinha precisão confiável. Fizemos um trabalho de geolocalização em várias etapas.”

Possíveis subnotificações e impacto nos postos informais

Além disso, o impacto pode ser maior ao considerar postos de trabalho informais, não incluídos no levantamento. O estudo aborda estabelecimentos diretamente afetados por inundações, deslizamentos ou isolamento causado pelas enchentes.

A área afetada pelas inundações abrange cerca de 16 mil km². As chuvas atingiram 484 cidades gaúchas.

Nos 418 municípios em estado de calamidade ou emergência, 334,6 mil postos de emprego foram diretamente prejudicados, o que representa quase 14% das vagas registradas.

Utilização dos dados do eSocial

Os pesquisadores usaram dados do eSocial fornecidos pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

Empregadores utilizam o sistema para registrar eventos como contratações e demissões. “Os dados do eSocial são organizados no nível do estabelecimento”, informa o estudo. “Conceitualmente, considera-se como estabelecimentos as unidades de uma mesma empresa (matriz) que estão separadas espacialmente, ou seja, com endereços distintos de operação da empresa. Por meio desses endereços, é possível encontrar a geolocalização dos vínculos dos trabalhadores.”

As enchentes atingiram 27% dos estabelecimentos em Porto Alegre e 38% dos postos de trabalho.

No Estado, o número de mortos em decorrência das chuvas chegou a 180 na terça-feira 2. Conforme a Defesa Civil estadual, 32 pessoas continuam desaparecidas, e há mais de 800 feridos.

Leia também: “As marcas da tragédia”, reportagem de Tauany Cattan publicada na Edição 223 da Revista Oeste

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