publicidade
Brasil

Estabilidade de funcionários públicos no Brasil chega a 65%

'Segurança' nos cargos vai na contramão de normas adotadas em países europeus, que seguem modelos similiares aos do setor privado

Especialistas acreditam que modelo adotado no funcionalismo público brasileiro deve receber modificações | Foto: Reprodução/Redes sociais
Especialistas acreditam que modelo adotado no funcionalismo público brasileiro deve receber modificações | Foto: Reprodução/Redes sociais

Atualmente, 65% dos funcionários públicos no Brasil têm garantia de estabilidade no emprego, em contraste com apenas 1% na Suécia. A informação é do jornal Folha de S. Paulo.

O país se destaca por um alto gasto com servidores em relação ao PIB, mesmo possuindo menos funcionários públicos em comparação à população do que muitos países.

Receba nossas atualizações

Entre os servidores federais, 70% são estatutários, adquirindo estabilidade depois da aprovação em concurso, conforme a Lei 8.112/90. Esse modelo se replicou em Estados e municípios, resultando no elevado número de servidores estáveis.

Nos países europeus, como Alemanha e Reino Unido, os regimes semelhantes aos dos servidores brasileiros são menos comuns.

A maioria dos funcionários segue normas próximas ao setor privado, com algumas garantias e segurança no emprego. A estabilidade plena é geralmente reservada a carreiras específicas, como a do Judiciário.

Luiz Carlos Bresser-Pereira, ex-ministro da Administração Federal, afirmou à Folha que a estabilidade deveria se limitar a carreiras com “poder de Estado”.

Estabilidade de funcionários públicos abrange várias áreas de atuação

No Brasil, a estabilidade abrange desde juízes e policiais até professores e enfermeiros, funções também existentes no setor privado.

Humberto Falcão, professor da Fundação Dom Cabral, considera que o Brasil é um “ponto fora da curva” no que se refere à estabilidade plena para servidores.

A França possui um sistema que se assemelha ao brasileiro, com menos servidores estáveis e vantagens reduzidas. Em muitos países, é possível demitir funcionários para ajustes orçamentários, algo que não ocorre no Brasil.

Gabriela Lotta, pesquisadora da FGV, destaca a necessidade de amadurecer a discussão sobre o fim da estabilidade.

Além da estabilidade, servidores públicos brasileiros têm acesso a regimes previdenciários próprios, promoções automáticas e licenças remuneradas, tornando o emprego público atrativo. Arminio Fraga, ex-presidente do Banco Central, ressalta que o custo do funcionalismo é elevado para um país de renda média.

Distorções salariais

STJ
Entre funcionáios públicos, a grande parte dos altos salários está concentrada no Legislativo e no Judiciário | Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

A massa salarial total em relação à receita é alta, mas abaixo da média latino-americana. No Brasil, há distorções e privilégios salariais no serviço público, com os maiores rendimentos concentrados no Judiciário e Legislativo, enquanto os menores salários estão em funções que atendem diretamente à população.

Nas esferas municipais, a maioria dos servidores ganha menos de R$ 5 mil por mês, enquanto nos estados o valor chega a R$ 7.500. Daniel Duque, do Centro de Liderança Pública, aponta que a estabilidade impede o remanejamento de pessoas dentro do Estado, o que será necessário devido ao envelhecimento populacional.

Iniciativas de modernização e redução de custos

Levantamentos indicam que o Executivo federal conta com servidores permanentes em cargos inusitados, como açougueiro e vaqueiro. Em resposta, o Ministério da Gestão e Inovação planeja reduzir tabelas de remuneração e agrupamentos de carreiras para um número mais racional.

Nos últimos anos, especialmente em estados e municípios, o poder público tem buscado novas formas de contratação, reduzindo o total de cargos estáveis e aumentando funções temporárias ou comissionadas, diminuindo gradualmente o gasto com servidores estáveis.

+ Leia mais notícias do Brasil em Oeste

Leia mais sobre:

1 comentário
  1. Vitor Jr
    Vitor Jr

    Enquanto houver mamatas como essa a esquerda se mantém, bando de sangue sugas do povo de bem, país das bananas mesmo……….

Canal Oeste
Nossos colunistas
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Augusto Nunes
Ana Paula Henkel
Guilherme Fiuza
Rodrigo Constantino
Alexandre Garcia
Antonio Cabrera
Eugênio Esber
Eugênio Esber
Evaristo de Miranda
Flávio Gordon
Roberto Motta
Miriam Sanger
Adalberto Piotto
Frank Furedi, da Spiked
Jeffrey A. Tucker.
Theodore Dalrymple
Flavio Morgenstern
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
Background
NEWSLETTER
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
Background
TELEGRAM
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
publicidade
Background
Assine a Revista Oeste
Seja um dos brasileiros que acreditam que o bom jornalismo transforma um país.