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Estados do Sul, Sudeste e Centro-Oeste devem rejeitar isenção de ICMS sobre diesel

Proposta do governo federal prevê divisão de custos, mas governadores apontam prejuízo na arrecadação

diesel ICMS Petrobras
Estados do Nordeste admitem aderir ao plano se houver compensação | Foto: Reprodução/X

A maioria dos Estados das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste deve recusar a proposta do governo federal para zerar o ICMS sobre a importação de diesel. A sugestão surgiu na quarta-feira 18, durante reunião do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz). O plano prevê que a União compense 50% da perda de arrecadação dos Estados.

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Representantes estaduais reagiram à medida logo depois do anúncio. O Comitê Nacional de Secretários de Fazenda (Comsefaz) destacou o impacto financeiro como principal obstáculo. A proposta estima uma renúncia fiscal de R$ 3 bilhões por mês, dividida igualmente entre o governo federal e as unidades federativas.

Em contraste, Estados do Nordeste admitem aderir ao plano se houver compensação. O governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT), declarou-se favorável, mas exigiu mecanismos que garantam o alívio no preço das bombas. O governo da Bahia também afirmou estar aberto a acatar a decisão.

Resistência de governadores à isenção do ICMS

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), afirmou em entevista que aceita a isenção temporária por dois meses, desde que a União compense 70% do valor. Em caso de prorrogação, porém, ele quer que o governo federal assuma o custo total. O Estado deve apresentar essa contraproposta no próximo encontro do Confaz, no dia 27 de março, em São Paulo.

Na Região Sudeste, o vice-governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), criticou a medida e indicou rejeição. Já o governo de São Paulo ainda não abriu diálogo sobre o tema e tende a recusar a proposta.

Leia também: “Governo propõe zerar ICMS do diesel e compensar Estados”

O Rio de Janeiro, por sua vez, informou que “ainda analisa a adoção de outras medidas que possam reduzir os impactos diretos ao consumidor na aquisição de alimentos e outros produtos essenciais”.

No Centro-Oeste, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), citou a perda de arrecadação para sinalizar o veto à sugestão. O secretário de Fazenda de Mato Grosso, Rogério Gallo, questionou a eficácia da medida na redução dos preços para o consumidor final.

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1 comentário
  1. Osmar Martins Silvestre
    Osmar Martins Silvestre

    Se o Brasil ainda não sabe refinar diesel por incompetência e corrupção do PT, não há porque aderir. O lula com a petrobrás e toda a patota esquerdista que deitou e rolou roubando a petrobrás que se vire.

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