O ex-delegado-geral Ruy Ferraz Fontes foi executado a tiros de fuzil no início da noite desta segunda-feira, 15, em Praia Grande, no litoral de São Paulo. O ataque aconteceu logo depois de ele sair do trabalho na sede da prefeitura, onde atuava como secretário de Administração.
Fontes havia encerrado o expediente pouco antes das 18h20 e dirigia um carro diferente do que usava habitualmente. Naquele dia, deixou de utilizar o veículo blindado que costumava conduzir. A ausência da proteção foi considerada determinante para o desfecho do atentado.
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Imagens de câmeras de segurança mostram o carro do ex-delegado ao ser interceptado por criminosos armados logo depois dele virar a primeira esquina. Alvejado por uma sequência de tiros, ele tentou escapar por cerca de 600 metros até colidir contra um ônibus. Os assassinos dispararam novamente antes de fugir.
O prefeito de Praia Grande, Alberto Mourão (MDB), confirmou que Fontes costumava sair do prédio por volta das 19 horas, mas naquele dia antecipou a saída.
“Ele andava de carro blindado, mas hoje ele estava sem o carro blindado dele”, disse o prefeito. “Foi um dia excepcional, pelo que os funcionários falaram, ele hoje veio com outro carro.”
Depois da execução, os quatro suspeitos incendiaram o carro usado no ataque e abandonaram o veículo em uma rua próxima, com pouco movimento. A investigação preliminar revela que eles aguardavam Fontes em uma rota que ele percorria com frequência ao sair do trabalho.
Delegado que expôs líderes do PCC seguiu carreira na Prefeitura de Praia Grande
O ex-delegado era reconhecido como um dos principais especialistas do país sobre o Primeiro Comando da Capital. Foi o primeiro investigador a mapear a hierarquia da facção enquanto chefiava a Delegacia de Roubo a Bancos do Departamento Estadual de Investigações Criminais, no início dos anos 2000.
Ele e sua equipe indiciaram os principais líderes da organização criminosa e divulgaram os primeiros organogramas com nomes como Marcola, Geleião e Cesinha.
Fontes trabalhava na prefeitura havia cerca de um ano e meio e permaneceu no cargo mesmo depois da mudança de governo local. Mourão, eleito em 2024, decidiu mantê-lo na equipe.
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“Ele era competente, muito experiente, com formação adequada”, argumentou o prefeito. “Não deixava de enfrentar os problemas com muita técnica, mas com coragem. Era um cara determinado, vai fazer muita falta.”
O governo estadual mobilizou uma força-tarefa para capturar os responsáveis. Tropas das Rondas Ostensivas Tobias Aguiar deslocaram-se para a Baixada Santista. Segundo a Secretaria da Segurança Pública, equipes da Polícia Militar e da Polícia Civil utilizam ferramentas de inteligência para localizar e prender os autores.





































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