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Brasil

Falsos médicos gastaram até R$ 400 mil para comprar diplomas de quadrilha

Polícia Federal identificou os criminosos que venderam os documentos fraudados

Falsos Médicos Diplomas
A corporação identificou que pelo menos 65 registros foram obtidos junto ao Cremerj | Foto: Reprodução/Redes sociais

A Polícia Federal (PF) desmantelou um quadrilha que falsificava documentos de faculdades de medicina e os vendia para falsos médicos.

A corporação identificou que pelo menos 65 registros foram obtidos junto ao Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (Cremerj) com documentos falsos. O programa Fantástico, da Rede Globo, divulgou a informação no domingo 2.

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A reportagem mostra que os suspeitos criavam documentos semelhantes aos diplomas originais. Eles usavam papel de qualidade e reproduziam o logotipo de universidades. A maioria dos dados era da Universidade do Estado da Bahia (Uneb).

Como a PF descobriu o esquema que envolve os diplomas para os falsos médicos?

Falsos Diplomas [2]
A reportagem mostra que os suspeitos criavam documentos semelhantes aos diplomas originais | Foto: Reprodução/Redes sociais

Com os falsos diplomas em mãos, os falsos médicos conseguiam se passar por estudantes de medicina formados.

Como as universidades são responsáveis por enviar a primeira documentação aos alunos formados para os Conselhos Regionais de Medicina (CRM), a quadrilha criou um e-mail falso em nome das instituições de ensino.

No caso da Uneb, por exemplo, os criminosos usavam o e-mail “[email protected]” e conseguiam ludibriar o CRM do Rio de Janeiro.

A PF cumpriu, em junho, quatro mandados de prisão. Três dos suspeitos foram presos: Francisco Gomes Inocêncio Júnior, Reinaldo Santos Ramos e Valdelírio Barroso de Lima. A quarta pessoa, considerada a chefe da quadrilha, é Ana Maria Monteiro Neta. Ela está foragida.

Autoridades e instituições se manifestam

A Uneb informou que todos os documentos recebidos pelo Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro não foram assinados pela universidade.

O órgão alega que descobriu uma das fraudes quando uma funcionária desconfiou de documentos e comunicou a PF. Na sequência, o CRM do RJ anulou os 65 registros obtidos com documentação falsa.

O Conselho Federal de Medicina pretende criar protocolos de checagem em todo o país. O órgão informou que uma equipe de conselhos regionais dará início à análise dos dados, para entender as possíveis fragilidades desse sistema.

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1 comentário
  1. Eduardo
    Eduardo

    Dá nada não!
    Isso é o Brasil. Vez por outra aparecem essas noticias de pessoas falsificando diplomas e tudo acaba em pizza.

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