A família de Luiz Phillipi Machado de Morais Mourão, o Sicário, afirmou, nesta segunda-feira, 13, que ainda não teve acesso ao inquérito que apura a morte dele nem às imagens de segurança do caso. Segundo nota divulgada pelo advogado, a Polícia Federal (PF) e o Supremo Tribunal Federal (STF) não autorizaram a consulta ao material.
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Os familiares também disseram que o Instituto Médico-Legal de Minas Gerais ainda não apresentou conclusão oficial sobre a causa da morte.
Na nota, a família rebate rumores sobre a inexistência do óbito. Segundo os parentes, Mourão morreu em 6 de março de 2026, no Hospital João XXIII, em Belo Horizonte. A família velou e sepultou o corpo dois dias depois, na presença de amigos.
A família afirma que aguarda o laudo pericial e o resultado das investigações sobre o que ocorreu na sede da PF em Belo Horizonte antes da transferência de Mourão ao hospital, em 4 de março.
De acordo com o texto, nem os parentes nem a defesa foram informados oficialmente sobre a suposta tentativa de suicídio. A versão, segundo eles, chegou apenas por meio da imprensa.
Defesa critica decisão do STF
Os familiares também criticaram o uso do termo “sicário” na decisão que decretou a prisão preventiva, assinada pelo ministro do STF André Mendonça. Segundo a nota, a expressão se refere a um assassino profissional e não corresponde ao histórico de Mourão.
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A defesa sustenta que eventual responsabilização por falhas durante o período de custódia independe da definição sobre a causa da morte. Também informou que continuará tentando acessar as provas reunidas na terceira fase da Operação Compliance Zero.
No fim da nota, os familiares afirmam esperar uma apuração rápida e completa das circunstâncias da morte, baseada em elementos técnicos.
Quem era Sicário
Segundo a PF, Mourão integrava um grupo chamado “A Turma”, ao lado do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A investigação cita que ele atuava na coleta de informações, monitoramento de pessoas e acesso a bases restritas de dados e era o “sicário” do ex-dono do Banco Master.
De acordo com a corporação, o investigado teria consultado sistemas da própria PF, do Ministério Público Federal e até de organismos internacionais, como FBI e Interpol.
A PF também afirma que Mourão participou de ações para remoção de conteúdos na internet e levantamento de dados de usuários, além de intimidar ex-funcionários do banco Master.
Em um dos diálogos citados na investigação, Vorcaro teria pedido a organização de um assalto e a agressão contra o jornalista Lauro Jardim colunista de O Globo.
Leia também: “A República dos Sicários”, artigo de Flávio Gordon, publicado na Edição 312 da Revista Oeste
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