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Golpe no Exército: mulher que fraudou pensão vai ter que devolver R$ 3,2 milhões

Ana Lúcia de Souza falsificou documentos para se passar como filha de um ex-combatente da Segunda Guerra Mundial

Ana Lúcia de Souza: certidão de nascimento falsa, envolvimento da avó e fraude que durou por mais de 30 anos | Foto: Reprodução/Redes sociais
Ana Lúcia de Souza: certidão de nascimento falsa, envolvimento da avó e fraude que durou mais de 30 anos | Foto: Reprodução/Redes sociais

O Tribunal de Contas da União (TCU) condenou, em 2 de outubro, uma mulher de Campo Grande (MS) a devolver R$ 3,2 milhões. Por mais de 30 anos, ela aplicou um golpe para embolsar pensão militar. 

Ana Lúcia Umbelina Galache de Souza usou documentos falsos para se passar por filha do ex-combatente da Segunda Guerra Mundial Vicente Zarate. O governo pagou o benefício entre 1988 e 2022.

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Além da devolução de todas as pensões depositadas nos 34 anos, cujo valor foi corrigido historicamente pelo TCU, Ana Lúcia também foi condenada a pagar uma multa de R$ 1 milhão por danos ao Erário.

Em fevereiro do ano passado, Ana Lúcia foi condenada pelo Superior Tribunal Militar (STM) a 3,3 anos de reclusão por estelionato. A Defensoria Pública da União (DPU) recorreu da decisão. Segundo o órgão, não houve intenção de crime.

Os ministros do TCU são equiparados aos ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ) | Foto: TCU/Reprodução
Tribunal de Contas da União: fraude e rombo milionário na pensão militar do Exército | Foto: TCU/Reprodução

Golpe teve a ajuda de avó

Conforme a sentença do STM, a mulher contou com a ajuda da avó, Conceição Galache de Oliveira, para fraudar os documentos. 

Quando era adolescente, ela teve acesso a uma certidão de nascimento falsa. O documento informava que seu nome era Ana Lúcia Zarate, filha do ex-combatente.

Neta negou dinheiro; caso foi parar na delegacia

O militar morreu em 1988 sem deixar filhos. Na verdade, Vicente era o tio-avô de Ana Lúcia. Ainda segundo a sentença, a Justiça descobriu o caso em 2021. Na ocasião, a avó exigiu R$ 8 mil de Ana Lúcia. Se não recebesse o dinheiro, iria denunciá-la.

A avó cumpriu a ameaça. Fez a queixa à Polícia Civil do Mato Grosso do Sul. Pouco tempo depois, a avó Conceição morreu. A mulher, então, confessou o crime de falsificação. 

Ana Lúcia argumentou que só cometeu a fraude porque teve a ajuda da avó. Segundo ela, a certidão de nascimento falsa foi determinante na montagem do golpe que perdurou por três décadas.

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