Autoridades de São Paulo incorporaram um método inédito no país para identificar metanol em bebidas, anunciado na quinta-feira 9. O procedimento inovador já teve início e, segundo o governo, está sendo compartilhado com outras unidades da federação.
O protocolo, desenvolvido pela Superintendência da Polícia Técnico-Científica (SPTC), agiliza a detecção de metanol e já confirmou 30 casos. A ferramenta permite que peritos determinem concentrações tóxicas do composto mesmo sem laudo formal.
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O processo de análise ocorre em quatro etapas. Inicialmente, são selecionadas amostras das garrafas apreendidas. Em seguida, o Núcleo de Documentoscopia avalia lacres, selos, embalagens e rótulos, emitindo laudo em até um dia.
A terceira etapa envolve o uso de aparelhos portáteis por peritos do Núcleo de Química para identificar metanol e outras substâncias, facilitando a triagem de bebidas intactas. Depois, a cromatografia gasosa separa os elementos químicos, determinando a porcentagem de metanol presente.
São Paulo é o Estado com maior número de casos de intoxicação por metanol

Também são realizados testes para detectar falsificações, mesmo quando o metanol não está presente. A perita Karin Kawakami, assistente técnica da SPTC, explicou que já existe um protocolo internacional para identificar tanto o metanol quanto bebidas falsificadas. “No entanto, tivemos que aprimorá-lo para obter resultados mais rápidos, diante da grande demanda no Estado e no país”, afirmou.
O Ministério da Saúde divulgou, na sexta-feira 10, a atualização dos casos de intoxicação por metanol no país. O número de confirmações subiu para 29. Já 217 estão em investigação. Mortes estão em cinco.
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Entre as confirmações, os casos de intoxicação por metanol se concentram em apenas três Estados. São Paulo lidera, com 25 notificações. O Paraná e o Rio Grande do Sul completam a lista, com três e um, respectivamente.
São Paulo também aparece à frente das demais unidades da Federação no quesito mortes em investigação em decorrência da suspeita de intoxicação por metanol a partir da ingestão de bebida alcoólica contaminada. O Estado paulista tem seis notificações nesse sentido. Pernambuco aparece na sequência, com três óbitos sob suspeita. Ceará, Mato Grosso do Sul têm um caso cada um.
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