O julgamento da morte de Henry Borel, menino de 4 anos que morreu em março de 2021, chega ao sexto dia neste sábado, 30, no II Tribunal do Júri do Rio de Janeiro. A expectativa é pela continuidade do depoimento de Leniel Borel, pai da criança e última testemunha de acusação a ser ouvida pelos jurados.
Leniel começou a prestar depoimento na sexta-feira 29, durante o quinto dia do júri, e deve concluir sua fala na manhã deste sábado. As sessões do julgamento estão previstas para continuar também neste domingo, 31, quando terão início os depoimentos das testemunhas indicadas pelas defesas.
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Antes do início do depoimento do pai de Henry, o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, pediu autorização para deixar o plenário. O pedido foi aceito pela juíza Elizabeth Machado Louro. Naquele momento, era ouvido o médico-legista Luiz Airton Saavedra de Paiva, 12ª testemunha do processo.
Na mesma manhã, Monique Medeiros, mãe de Henry, também deixou a sessão depois de passar mal ao acompanhar a exibição de imagens da necropsia do filho.
Jairinho e Monique respondem pelos crimes de homicídio triplamente qualificado, tortura, coação no curso do processo e fraude processual.

Depoimento do pai de Henry
Em um dos momentos do julgamento, Leniel relatou aos jurados os últimos dias que passou ao lado do filho antes da morte: “Foi maravilhoso, se não fosse tão trágico”.
O pai relatou que estava separado de Monique havia cerca de seis meses e que ela já morava com Jairinho há aproximadamente um mês e meio quando o menino morreu.
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Leniel também descreveu o momento em que entregou o filho à mãe. Segundo ele, Henry demonstrou resistência e o abraçou antes de partir. O pai afirmou que tentou tranquilizá-lo dizendo que “a mamãe é uma mamãe boa”, mas o menino teria discordado da afirmação.
Durante o depoimento, a juíza Elizabeth Machado Louro lembrou que, em declarações anteriores, Leniel havia descrito Monique como uma mãe cuidadosa. O pai explicou que mudou de entendimento depois de ter acesso a mensagens e relatos de familiares, incluindo a avó e uma prima de Henry.
Defesa começa a ser ouvida
Com o encerramento do depoimento de Leniel, o julgamento conclui a fase de testemunhas da acusação. A partir deste fim de semana, passam a ser ouvidas as testemunhas arroladas pelas defesas de Monique Medeiros e Dr. Jairinho.
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Ao todo, 27 testemunhas devem prestar depoimento ao longo do júri. O julgamento é conduzido pela juíza Elizabeth Machado Louro e tem previsão de durar entre sete e dez dias.
Caso os jurados decidam pela condenação dos réus e a pena ultrapasse 15 anos de prisão, a Justiça poderá determinar a execução imediata da sentença ainda durante a sessão do tribunal.
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