Hospital vai reprogramar células de defesa para atuar no combate ao câncer

Pacientes do SUS com linfomas de células B e leucemias linfocíticas agudas serão tratados pelo hospital Albert Einstein
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Com a 'nacionalização' do procedimento a redução no tratamento pode chegar a 90%
Com a 'nacionalização' do procedimento a redução no tratamento pode chegar a 90%

O Hospital Israelita Albert Einstein anunciou ter recebido a aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para modificar geneticamente células de defesa para atuar no combate ao câncer. A informação foi divulgada na sexta-feira 8.

O hospital vai processar as células (chamadas CAR-T) no tratamento de pacientes com linfomas de células B e leucemias linfocíticas agudas ou crônicas B, em casos de reaparecimento da doença ou em situações de resistência ao tratamento-padrão.

Neste tipo de tratamento, as células T, que atuam na defesa do organismo, são retiradas do sangue e alteradas geneticamente para que se encaixem na superfície das partículas cancerosas e possam atacá-las. O material é multiplicado em laboratório e reinserido no paciente.

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Ou seja, a técnica utilizada consiste em reprogramar geneticamente células do sistema de defesa do próprio paciente, caso dos linfócitos T, para reconhecer e combater seu tumor.

A expectativa é que dez pessoas, de um grupo com 30 pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), dentro do projeto do Proadi-SUS — parceria entre o Ministério da Saúde e seis hospitais de referência para pesquisa —, comecem a receber o tratamento em um ou dois meses.

Atualmente, o material coletado precisa ser enviado para laboratórios farmacêuticos nos Estados Unidos, onde as células são alteradas geneticamente. E só são reimplantadas entre três e quatro meses depois. Nesse período, o paciente é submetido a tratamentos intermediários.

Com a “nacionalização” do procedimento à beira do leito, a expectativa é que as células modificadas geneticamente sejam reimplantadas no paciente em até 12 dias.

De acordo com o hospital, foram entre dois e três anos de trabalho de uma equipe de mais de dez pessoas para que o projeto pudesse cumprir todos os requisitos exigidos pela Anvisa.

Outra vantagem é a redução dos custos para o tratamento. O procedimento nos EUA hoje sai por cerca de R$ 2,3 milhões. Com a modificação realizada no Brasil, esse valor cai para R$ 160 mil.

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