Jornalistas contrários à liberdade de imprensa não se rendem facilmente

Para eles, não há esperança de salvação para héteros brancos de olhos claros da classe média
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Leia o mais recente artigo de Augusto Nunes na Edição 67 da Revista <b>Oeste</b>
Leia o mais recente artigo de Augusto Nunes na Edição 67 da Revista Oeste | Foto: Reprodução/Twitter

Na virada dos anos 80 para os 90, o Plantão da Globo noticiou na madrugada que o Iraque havia atacado Israel com armas químicas. O jornal Folha de S.Paulo, então, suspendeu momentaneamente a impressão dos exemplares para trocar a manchete da primeira página. Iniciou-se a distribuição. Cerca de 30 minutos depois, o Plantão da Globo voltou para minimizar o ocorrido no Oriente Médio. Nesse intervalo, a Folha escalou um grupo, com a finalidade de recolher a papelada. Pela manhã, o Estado de S. Paulo ironizou o ocorrido com a seguinte notícia: FOLHA ATACA ISRAEL COM ARMAS QUÍMICAS. É o que relatou o jornalista Augusto Nunes, no mais recente artigo que publicou na Revista Oeste. Naquele momento, Augusto era diretor de jornalismo do Estadão. Confira trechos do texto:

1) “Depois desse remoto incidente, a Folha nunca perdeu nenhuma chance de incluir-me na mais desprezível minoria abandonada, composta de héteros brancos de olhos claros e nascidos em famílias de classe média. Quando silenciei a insolência de Glenn Greenwald, as gralhas do jornal — são tantas que povoam até colunas esportivas assinadas por revolucionários de picadeiro — enxergaram uma erupção de homofobia no que não passou de um tabefe pedagógico.”

2) “Neto de austríaco e italiana, agora cismaram que devo pedir perdão aos brasileiros negros pelo que fizeram a seus avós os portugueses e ingleses traficantes de escravos (além dos africanos que abasteciam navios negreiros Focom a captura de integrantes de etnias hostis. Meus antepassados não incluem bandeirantes, mas cresce a pressão para que eu peça desculpas aos antigos donos da terra pelo que fizeram os conquistadores do Brasil, em parceria com tribos que tinham tanto apreço pelos vizinhos quanto pelo Bispo Sardinha. Não importa: se venho de europeus, sou fascista (e um genocida em construção).”

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Leia a íntegra de a “Minoria abandonada” na Edição 67 da Revista Oeste

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