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Justiça condena envolvidos em plano de explosão de bomba em Brasília

Juiz manteve a prisão dos dois réus

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A tentativa ocorreu na véspera do Natal de 2022 | Foto: Reprodução/Twitter

A Justiça do Distrito Federal condenou dois acusados de participarem da tentativa de explosão de uma bomba perto do Aeroporto Internacional de Brasília, na véspera do Natal de 2022. A decisão foi proferida na quinta-feira 12 pelo juiz Osvaldo Tovani, que manteve a prisão dos dois.

George Washington de Oliveira Sousa recebeu pena de nove anos e quatro meses de prisão, e Alan Diego dos Santos Rodrigues, cinco anos e quatro meses. Os dois ainda podem recorrer da sentença.

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Eles foram condenados pelos crimes de explosão, causar incêndio e posse de arma de fogo sem autorização. Na decisão, o magistrado entendeu que George Washington premeditou o crime e disse que os dois acusados se conheceram no acampamento em frente ao quartel do Exército em Brasília.

“O acusado e o corréu se conheceram em Brasília, no acampamento montado em frente ao QG do Exército. Ao que consta, as emulsões explosivas vieram do Pará, a pedido do acusado, que realizou pesquisas na internet sobre como montar o artefato e fez a montagem”, escreveu o juiz.

A intenção da dupla, com a bomba, seria fazer explodir um caminhão carregado com 63 mil litros de combustível e criar “caos” em Brasília. A bomba foi desarmada depois que o motorista do caminhão percebeu o artefato no veículo e comunicou as autoridades.

No processo, os dois pediram a liberdade, afirmando que são réus primários, têm bons antecedentes, ocupação lícita, residência fixa e contribuíram para o esclarecimento do fato. Também argumentaram que teria sido impossível consumar-se o crime em questão.

Porém, na sentença, o juiz decidiu manter a prisão dos acusados para preservar a ordem pública. “Não há fato novo que justifique a revogação do decreto prisional. As circunstâncias dos fatos indicam periculosidade concreta, presente, ainda, a necessidade de preservar a ordem pública, mantenho a prisão preventiva de ambos os acusados.”

A acusação envolvia um terceiro suspeito, Wellington Macedo de Souza, que está foragido. Por isso o processo foi desmembrado e a suposta participação de Wellington não foi julgada.

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