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Justiça condena padre por furto de celulares doados a hospital

Egídio de Carvalho Neto recebeu pena de 5 anos e 6 meses por desvio de 676 aparelhos, avaliados em R$ 525 mil

Padre Egídio, condenado por desvio de verba | Foto: Reprodução
Padre Egídio, condenado por desvio de verba | Foto: Reprodução

A Justiça da Paraíba condenou o padre Egídio de Carvalho Neto a cinco anos, seis meses e 20 dias de prisão, além de multa, pelo furto de 676 celulares doados pela Receita Federal ao Hospital Padre Zé, em 2023. A pena inicial é em regime semiaberto.

A decisão é da 3ª Vara Criminal da Capital. A sentença foi assinada em 13 de fevereiro e divulgada pelo Ministério Público da Paraíba (MP-PB) nesta semana. Um assistente também foi condenado a quatro anos, sete meses e 16 dias.

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Os dois terão de devolver R$ 525 mil ao Instituto São José e à Arquidiocese da Paraíba. As defesas afirmam que recorreram e sustentam inocência.

Investigação contra o padre

Segundo o MP-PB, os celulares faziam parte de carga avaliada em R$ 807 mil, recebida em maio de 2023 em Foz do Iguaçu. O material seria vendido para a compra de ambulância.

Em 1º de junho, 15 caixas foram levadas à sala da presidência do hospital sem conferência por terceiros. Em julho, constatou-se que 12 estavam vazias.

A apuração revelou que 676 aparelhos, avaliados em R$ 525 mil, foram desviados. Houve ainda interrupção no sistema de câmeras do hospital, operado pelo setor de TI.

Outras acusações e supostos desvios milionários

As decisões monocráticas de alguns ministro da Suprema Corte brasileira têm sido temas de páginas de jornais e revistas ao redor do mundo | Foto: Reprodução/Freepik
O padre responde a 11 ações na Justiça estadual | Foto: Reprodução/Freepik

O padre responde a 11 ações na Justiça estadual. Ele foi preso em 2023 na Operação Indignus, mas cumpre prisão domiciliar desde abril de 2024 por tratamento contra câncer.

O MP-PB afirma que os desvios atribuídos ao sacerdote somam R$ 140 milhões, com compra de imóveis e itens de luxo. Já foram identificados 19 bens ligados a ele.

Parte dos fatos foi enviada ao Ministério Público Federal, diante da suspeita de uso de recursos públicos federais desviados.

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2 comentários
  1. Rosângela Gomes
    Rosângela Gomes

    Ele é um ladrão e não um padre. Um ladrão travestido de padre.

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