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Justiça dá início a julgamento de Oruam

Funkeiro está foragido e é réu por duas tentativas de homicídio contra policias no RJ

Oruam em ensaio fotográfico para a revista Dazed | Foto: Divulgação/Dazed
Funkeiro é filho do traficante Marcinho VP, do Comando Vermelho | Foto: Divulgação/Dazed

A Justiça do Rio de Janeiro marcou para a tarde desta segunda-feira, 11, a audiência de instrução e julgamento do funkeiro Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido como Oruam. O cantor responde por duas tentativas de homicídio contra policiais civis do Estado.

A sessão deveria ter ocorrido em março deste ano, mas foi remarcada. O artista está foragido desde fevereiro. Depois de passar dois meses preso e deixar a cadeia, Oruam descumpriu medidas cautelares. Por isso, a Justiça revogou o habeas corpus e restabeleceu a prisão preventiva.

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Oruam responde por duas tentativas de homicídio qualificado por ter se envolvido em um confronto com agentes da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE). Na ocasião, os policiais cumpriam um mandado de busca e apreensão na residência do cantor, no Joá, zona sul do Rio de Janeiro. Segundo as autoridades, um menor acusado de ter vínculo com o tráfico estaria escondido na casa do funkeiro.

Oruam e amigos teriam atacado os agentes com pedras, incluindo um bloco de concreto de quase 5 quilos.

Oruam se apresentou à polícia um dia depois da operação policial, e os agentes o detiveram. Dois meses depois, o Superior Tribunal de Justiça concedeu liberdade ao cantor.

Mesmo assim, Oruam e um amigo, William Mateus Viana Rodrigues Vieira, tornaram-se réus por tentativa de homicídio contra um delegado e um oficial de cartório.

Alvo de investigações

O funkeiro, filho de Marcinho VP, um dos líderes da facção criminosa Comando Vermelho, também é alvo de outras investigações. Em abril, Oruam entrou na lista de procurados durante uma operação da Polícia Civil do Rio de Janeiro contra a lavagem de dinheiro do Comando Vermelho. A ação cumpria mandados expedidos pela Justiça.

Leia também: “Polícia Civil mira família de Oruam em operação contra o CV”

Além de Oruam, a DRE também investigou a mãe dele, a empresária Márcia Gama, e um dos irmãos, Lucas Santos Nepomuceno, conhecido como Lucca. Márcia foi alvo de um mandado de prisão em março, durante a Operação Contenção Red Legacy, mas não foi localizada.

No começo de abril, a Justiça do Rio concedeu habeas corpus à mãe do cantor, que deixou de ser considerada foragida. Atualmente, Oruam e os demais investigados seguem foragidos.

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1 comentário
  1. Eduardo Fortkamp
    Eduardo Fortkamp

    A justiça no brasil é uma piada. De muito mau gosto.

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