A Justiça do Rio de Janeiro decidiu, no último domingo, 2, soltar Antonio de Jesus Cabral, 40 anos, que havia sido preso em São Paulo na última quinta-feira, 30, sob suspeita de integrar a liderança do Comando Vermelho (CV). Ele foi detido na Rua 25 de Março, região central da capital paulista, mas estava com o pedido de prisão preventiva revogado desde agosto de 2022, conforme dito pela defesa.
Erlande Nunes, advogado de Cabral, declarou ao portal Metrópoles que o cliente já retornou ao Rio de Janeiro e garantiu que “os fatos estão devidamente esclarecidos”. O acusado é investigado por suposta participação em uma quadrilha especializada em fraudes de concursos públicos, que teria causado prejuízo estimado em R$ 70 milhões ao oferecer cursos com acesso a conteúdos sigilosos das provas.
Receba nossas atualizações
+ Leia mais notícias do Brasil em Oeste
Em 2022, Cabral foi condenado a 14 anos e oito meses de prisão pela 1ª Vara Criminal da Comarca de Niterói (RJ), por associação criminosa, violação de direitos autorais e lavagem de dinheiro. No mesmo ano, em julho, a Justiça do Rio emitiu mandado de prisão preventiva, mas o suspeito respondeu à maior parte do processo em liberdade.

O mandado, com validade de 20 anos, foi registrado no Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões do Conselho Nacional de Justiça, o que fez Cabral ser considerado foragido até sua detenção em São Paulo, ao ser identificado pelo sistema de câmeras do Smart Sampa. Agentes da Inspetoria de Operações Especiais localizaram o homem nas proximidades do Mercado Municipal e o encaminharam ao 8º Distrito Policial, onde permaneceu sob custódia.
Advogado nega envolvimento com o Comando Vermelho
A defesa de Cabral alega que a prisão ocorreu por “confusão” no Judiciário fluminense, pois, dois dias depois da expedição do mandado, em julho de 2022, a juíza Daniela Barbosa Assumpção de Souza revogou a ordem, além de conceder habeas corpus que permitia ao réu responder em liberdade, segundo documentos obtidos pelo Metrópoles.
“O habeas corpus deveria ter bloqueado o mandado de prisão, mas, ao lançarem o mandado no sistema, usaram uma numeração diferente, dando a entender para o sistema que ainda havia um mandado de prisão em aberto”, disse o advogado.

Em nota enviada ao portal nesta terça-feira, 4, o Tribunal de Justiça de São Paulo informou ter tentado contato com a Justiça do Rio para esclarecer a situação dos mandados, mas, sem resposta, manteve a prisão. A Prefeitura de São Paulo relatou que Cabral teria deixado o Rio antes da megaoperação policial nos complexos da Penha e do Alemão.
A polícia apura se Cabral teve acesso a informações privilegiadas sobre a operação contra integrantes do Comando Vermelho no Rio de Janeiro, de acordo com a prefeitura paulistana.
“Um erro do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro levou Antônio ao cárcere, e ele está sendo apontado indevidamente e equivocadamente como integrante do Comando Vermelho”, retrucou o advogado. “Se ele fosse um ‘líder do CV’ e estivesse foragido, como está sendo dito, você acha que ele estaria fazendo compras na 25 de Março dois dias depois de uma megaoperação contra a facção?”





































Tem coisa mal contada aí…
OOOOps. Tem coisa aí…!
A injustiça ops Justiça mostrando sua cara !
É BRASIL DO LULA!