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Livro O Avesso da Pele pode ser redistribuído para educação de jovens no Paraná

Obra gerou polêmica por ter conteúdo pornográfico

Ao longo de suas 200 páginas, livro conta a história de Pedro, um homem negro que enfrenta diariamente os problemas do racismo | Foto: Reprodução/Twitter/X/@analibrarylver
Ao longo de suas 200 páginas, livro conta a história de Pedro, um homem negro que enfrenta diariamente os problemas do racismo | Foto: Reprodução/Twitter/X/@analibrarylver

O secretário de Educação do Paraná, Roni Miranda, disse nesta quarta-feira, 20, que o Estado discute a possibilidade de o livro O Avesso da Pele ser redistribuído para os alunos com mais de 18 anos do Ensino de Jovens e Adultos (EJA).

O livro, vencedor do Prêmio Jabuti em 2021 na categoria “Romance Literário”, foi indicado em 2022 para compor o Programa Nacional do Livro Didático (PNLD). Com isso, escolas públicas de todo o país podem solicitá-lo para entregar aos alunos do ensino médio

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Leia mais: “Entenda a polêmica que envolve o livro O Avesso da Pele

No início deste mês, a obra foi recolhida da rede pública de ensino de Curitiba para “análise pedagógica e posterior encaminhamento”. Governadores de três Estados brasileiros também mandaram recolher o livro de escolas públicas por causa de seu conteúdo pornográfico.

Roni Miranda
‘Primeiro estamos fazendo uma avaliação pedagógica, que deve ser concluída na semana que vem’, disse Roni Miranda | Foto: Divulgação/Secretaria de Educação PR

Livro pode ser redistribuído

Retirado do ensino médio das escolas de Curitiba, o livro poderá ser redistribuído agora para alunos de mais de 18 anos, do Ensino de Jovens e Adultos (EJA)

“Primeiro estamos fazendo uma avaliação pedagógica, que deve ser concluída na semana que vem”, disse Roni Miranda. “Mas há possibilidade agora de a gente encaminhar para as escolas com EJA. Há uma tendência a este caminho.”

Leia mais: “MEC distribui livro com trechos de sexo explícito para escolas públicas”

O secretário alega que o livro é de qualidade, mas reconhece que algumas páginas têm linguagem vulgar. “A escola tem de fazer um trabalho de nortear”, afirmou. “Por exemplo: se você vai assistir a um filme hoje, tem uma classificação de idade. Se este livro se transformasse em filme, provavelmente seria um filme classificado para mais de 18 anos.”

Leia mais: “Paraná recolhe de escolas públicas livros com trechos de sexo explícito”

Segundo o secretário, a obra foi retirada depois de reclamações de pais de alunos. “Hoje, temos uma sociedade mais conectada, e, quando saiu a polêmica nas redes sociais, os pais foram procurar se o livro tinha nas escolas”, disse.

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3 comentários
  1. Cláudio Freitas
    Cláudio Freitas

    Podia ser distribuído para fazer fogo e aquecer os moradores de rua.

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