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Major do Exército perde posto por fraudes e desvios de armas

Tribunal condena militar por manipular dados e ‘legalizar’ armamento para posterior venda

Sede do Superior Tribunal Militar, em Brasília | Foto: Divulgação/CNJ
Sede do Superior Tribunal Militar, em Brasília | Foto: Divulgação/CNJ

Por unanimidade, o Superior Tribunal Militar (STM) determinou a perda do posto e da patente de um major do Exército Brasileiro. A decisão ocorreu depois de julgamento acerca de uma representação para Declaração de Indignidade proposta pelo Ministério Público Militar (MPM). 

A sentença, na qual não cabe mais recurso, reforçou a gravidade dos crimes que o oficial cometeu, segundo o STM. De acordo com as investigações, o major fraudou o Sistema de Gerenciamento Militar de Armas (Sigma).

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Major: crime ocorreu em 2016, segundo o STM

Sua atitude, conforme os magistrados, resultou em crime de peculato-desvio, em que o agente desvia a finalidade de um bem para proveito próprio ou de outra pessoa. Do mesmo modo, a Corte condenou o major por porte ilegal de arma.

Em 2016, enquanto adjunto do Serviço de Fiscalização de Produtos Controlados da 11ª Região Militar, em Brasília, o major manipulou o Sigma. Ele acessou o sistema e inseriu registros falsos de cinco armas que não tinham origem oficial. Entre os itens estavam pistolas Glock e uma carabina Imbel, de fabricação nacional.

Leia também: “A Justiça como arma, a verdade como escudo”, artigo de Ana Paula Henkel publicado na Edição 293 da Revista Oeste

O objetivo da manobra era dar ao processo aparência de legalidade a armamentos ilícitos. As autoridades, contudo, descobriram que a fraude vinha sendo cometida de forma contínua, comprometendo assim a confiabilidade do controle.

A apuração revelou da mesma forma que o oficial desviou um revólver Taurus, calibre 38, que tinha como destino a Academia Militar das Agulhas Negras. O militar vendeu a arma por R$ 1.000 a um tenente. Na residência do major, buscas revelaram munições compatíveis com armas sob desvio. Além da perda da patente, o oficial deve cumprir uma pena de dez anos, seis meses e 18 dias de reclusão.

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1 comentário
  1. Inteligencia Artificial
    Inteligencia Artificial

    Carta de um Brigadeiro
    Nunca mais se diga que nossas Forças Armadas nunca perderam uma guerra!
    Hoje perdemos a maior delas!
    Perdemos nossa Coragem!
    Perdemos nossa Honra!
    Perdemos nossa Lealdade!
    Não cumprimos com o nosso Dever!
    Perdemos a nossa Pátria!
    Eu estou com vergonha de ser militar!
    Vergonha de ver que tudo aquilo pelo qual jurei, trabalhei e lutei, foi traído por militares fracos, desleais e covardes, que fugiram do combate, preferindo apoiar quem sempre nos agrediu, sempre nos desrespeitou, sempre nos humilhou e sempre se vangloriou disso, e que ainda brada por aí que não nos quer em sua escolta, por não confiar nos militares das Forças Armadas, e que estas devem ser “colocadas em seu devido lugar”.
    Militares que traíram seu próprio povo, que clamou pela nossa ajuda e que não foi atendido, por estarem os militares da ativa preocupados somente com o seu umbigo, e não com o povo a quem juraram proteger!
    Fomos reduzidos a pó. Viramos farelo.
    Seremos atacados cruelmente e, se reagirmos somente depois disso, estaremos fazendo apenas em causa própria, o que só irá piorar ainda mais as coisas.
    Joguem todas as nossas canções no lixo!
    A partir de hoje, só representam mentiras!
    Como disse Churchill:
    “Entre a guerra e a vergonha, escolhemos a vergonha.”
    E agora teremos a vergonha e a guerra que se seguirá inevitavelmente.
    A guerra seguirá com o povo, com os indígenas, com os caminhoneiros, com o Agronegócio. Todos verão os militares como traidores.
    Segmentos militares certamente os apoiarão. Eu inclusive.
    Generais não serão mais representantes de suas tropas.
    Perderão o respeito dos honestos.
    As tropas se insubordinarão, e com toda razão.
    Os generais pagarão caro por essa deslealdade.
    Esconderam sua covardia, dizendo não ter havido fraude nas urnas.
    Oras! O Exército é que não conseguiu identificar a fraude!
    Mas outros, civis, conseguiram!
    A vaidade prevaleceu no Exército e no seu Centro de Guerra Cibernética. Não foram, mais uma vez, humildes o suficiente para reconhecer suas falhas. Prevaleceu o marketing e a defesa de sua imagem. Perderam, Manés!
    E o que dizer da parcialidade escancarada do TSE e do STF, que além de privilegiarem um candidato, acabam por prender inconstitucionalmente políticos, jornalistas, indígenas, humoristas e mesmo pessoas comuns, simplesmente por apoiar temas de direita, sem sequer lhes informar o crime cometido ou oportunidade de defesa? Isso não conta? Isso não aconteceu?
    E a intromissão em assuntos do Executivo e do Legislativo?
    Isso também não aconteceu?
    Onde está a defesa dos poderes constitucionais?
    Onde estão aqueles que bradaram que não bateriam continência a um ladrão?
    Será que os generais são incapazes de enxergar que, validando esta eleição, mesmo com o descumprimento de ordem de entrega dos códigos-fonte, valida-se também esse mesmo método, não só para todas as próximas eleições, para o que quer que seja, perpetuando a bandidagem no poder, assim como corrompendo futuros plebiscitos e decisões populares para aprovar/reprovar qualquer grande projeto de interesse da criminalidade?
    NÃO HAVERÁ MAIS ELEIÇÕES HONESTAS!
    A bandidagem governará impune, e as Forças Armadas, assim como já ocorre com a Polícia Federal, serão vistas como cães de guarda que asseguram o governo ditatorial.
    O povo nunca perdoou os traidores nem os burros.
    Não vai ser agora que irão.
    Ah, sim, generais:
    Entrarão para a História!
    Pela mesma porta que entrou Calabar.
    QUE VERGONHA!
    Assina:
    Brigadeiro Eduardo Serra Negra Camerini

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